terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

INFERNO

 


Por Fênix 33

Mas o problema não tá na cidade...
Ta na humanidade...
Melhor dizendo, na falta dela...
Inferno...
This is my life!
Mas também não deixa de ser um inferno colorido...
Sonho vivo, propósito de responsa...
Quando vim do interior buscando um atendimento efetivo na capital, também sonhava com um atendimento humanizado,  respeito,  compreensão...
É... Todas as ilusões caíram por terra...
E o problema não está na cidade, instituição A, B, ou C, é aquela velha frase clichê...
Nem preciso repetir...
Os ratos dançam nessa roda...
Enquanto soldados protestam...
E esse rolê não é simplesmente questão de mentalidade...
Mas a falta de humanidade e empatia no lugar do cuidado projetado...
Obviamente não se resume a um lugar...
Observe o mundo ao redor...
Vai pra lá e vai pra cá...
É sempre a mesma fita, de novo ouvidoria...
Esculacho, humilhação, até o auge da violão dos direitos humanos...
Por favor uma água!
Acho eu tinha esquecido tudo que eu já tinha vivido...
Tortura psicológica é rotina...
É tipo buscar tratamento e travar uma guerra...
E eu só queria me sentir humana...
Mas ok! Já entendi!
Já recordei quem eu sou...
Tive uma excelente professora, a maior Guerreira dessa novela mexicana vulgo Fênix maior, que em em sonhos vem me orientar...
Recuperei a memória...
Lembrei as regras do jogo...
E tô pronta pro combate!
A tortura biológica continua, a esperança novamente se volta ao propósito que em breve chega por aqui...
Enquanto isso resisto, persisto e não abaixo a cabeça pra nenhum filho da puta!
Só há uma possibilidade de me calar...
Estilo Eduardo Taddeo...
Pra sair é só rígido num caixão de lata!

FÊNIX 33
4:20

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A Vida do Homem Medíocre — HQ sobre a normalidade que tritura a vida


*  Novidades da lisérgica punk Editora Merda na Mão *




Este ano vamos cuspir no mundo um novo álbum em quadrinhos — já em produção avançada — de Edson Batista.
O título não pede licença nem desculpa: A Vida do Homem Medíocre.

O título é um vômito, uma catarse asfixiante do homem moderno, da sociedade que esmaga pessoas e torna a vida um abismo pungente: uma obra que rasga a superfície da sociedade, um retrato cru de uma sociedade que tritura pessoas, empurra o cotidiano para o abismo e chama isso de normalidade.

Com cerca de 60 páginas, a obra rasga a crosta da civilização e joga o leitor direto no campo de batalha: o traço seco, nervoso e marcado pela ideia do não branco no papel trazendo um ar sombrio e abismal numa arte sem romantização e esperança alguma. Em Edson, o vácuo não existe — cada mancha, cada sombra, cada excesso sufoca o respiro e transforma a página num território de conflito. O desenho enfrenta de frente o desespero, a tragédia e a rotina brutal do proletariado.

O trabalhador braçal, o corpo exaurido, o CLT soterrado num tempo impiedoso, num mundo que não oferece saída — apenas repetição, cansaço e colapso.

Edson Batista é do Rio de Janeiro e, antes de tudo, leitor voraz e poeta. A espinha dorsal de seus roteiros nasce dessa fome literária que atravessa Edgar Allan Poe, Allen Ginsberg e Bukowski, misturada ao ruído extremo vomitado por bandas violentas e críticas — som de quem não aceita o silêncio imposto.

Soterrado em empregos massacrantes e com pouquíssimo tempo livre, ainda assim Edson mantém uma produção contínua, obsessiva e resistente, à margem do mercado convencional das artes. E é exatamente poisso que ele representa a alma da Editora Merda na Mão.

Entusiasta da editora desde o seu nascimento, parceiro de trincheira, volta e meia é flagrado por aí vestindo a camisa da editora e adquirindo nossas publicações desde sempre. É um grande parceiro.



Este ano, sem data prevista — pois o trabalho está em andamento, mesmo que adiantado —, vamos publicar essa ode ao trabalhador massacrado neste sistema escravocrata. Serão pequenas histórias curtas, uma espécie de contos em quadrinhos que se erguem como fragmentos narrativos de um mesmo colapso social, lampejos de dor, resistência e exaustão, onde cada capítulo aprofunda o retrato brutal do homem comum esmagado pela engrenagem do mundo contemporâneo.


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Aqui algumas páginas aleatórias desse quadrinho para já sentirem o peso do trampo:










No YoUtuBoDiGeStIvO:









sábado, 31 de janeiro de 2026

Lívia Batista traz poesia às diagramações da Editora Merda na Mão

 


A múltipla artista e produtora cultural Lívia Batista — parceira e namorada de Diego El Khouri, o outsider da galáxia de Parnaso e um dos criadores da Editora Merda na Mão — colabora desde o final de 2025 com as diagramações da editora, somando poesia, sensibilidade e densidade às publicações. Em 2026, essa troca se intensifica e se aprofunda. É uma satisfação imensa ter uma artista tão dedicada, forte e talentosa caminhando junto com a Editora Merda na Mão, ocupando e tensionando este espaço lisérgico punk e indomável.

Criada em 12 de abril de 2020 por Fabio da Silva Barbosa e Diego El Khouri, a Editora Merda na Mão é uma editora independente dedicada a publicar os impublicáveis. Com quase seis anos de atuação e cerca de 60 títulos lançados, publica livros, zines, HQs e poesia sem cobrar dos autores, operando fora do mercado editorial tradicional, com estética subversiva e espírito underground. A atuação se expande em distro, eventos, feiras culturais e no selo musical Ruídos Absurdos, voltado à cena noise, hardcore e experimental.

Além da atuação editorial, Lívia Batista é idealizadora e diretora artística do D’Olhar – Festival Itinerante de Dança e Vídeo, dedicado à videodança e ao encontro entre corpo e audiovisual, ampliando circulação, formação e acesso a essa linguagem no Brasil.




Primeiro livro diagramado pela Lívia já está disponível:



Coração enrolado em arame farpado & outras tretas rolando, de  Gutemberg F. Loki

Para adquirir essa obra poética:

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🔥 NOVO PROGRAMA NO AR 🔥


A Editora Merda na Mão apresenta seu novo programa aperiódico:

Histórias Absurdas da Arte.


Um passeio por histórias insólitas, curiosas e absurdas envolvendo artistas, suas obras e episódios pouco conhecidos da história da arte.


Roteiro, apresentação e edição: Lívia Batista,

Arte também é excesso, ruído e contradição.

Cheguem junto.


1º episódio desse novo programa:



Roubaram o corpo de Charles Chaplin


Vídeo também compartilhado no planeta-absurdo_do tik tok  @VãoAtelie: 

https://www.tiktok.com/@vaoatelie?_r=1&_t=ZS-93XSFKPEjSi




* Lívia Batista por Diego El Khouri


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

DIA NACIONAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS — 30 DE JANEIRO



Hoje é dia de celebrar a História em Quadrinhos nacional — essa linguagem híbrida que sangra palavra, imagem, tempo e ruído. As HQs sempre foram território de risco, invenção e confronto. No Brasil, elas nascem da urgência, da gambiarra, da margem e da insistência em existir fora do eixo, fora da norma, fora do mercado.


A Editora Merda na Mão celebra essa data reafirmando seu compromisso com o underground, com a criatividade fértil, com o traço que não pede licença. Desde 2020, seguimos publicando os impublicáveis — HQs que não cabem em prateleiras comportadas nem em discursos domesticados.

HQs lançadas pela Editora Merda na Mão:




🔴 Atrás do número

Autora: Laura Laco

Formato: digital

Páginas: 9




🔴 Renovaceno

Autor: Ciberpajé

Formato: 29,5 x 21 cm

Páginas: 68




🔴 O Filósofo da Maconha

Roteiro: Fabio da Silva Barbosa

Desenho: Diego El Khouri

Formato: 29,5 x 21 cm

Páginas: 126



🔴 Religare

Autor: Ningu3m

Prefácio: Fabio da Silva Barbosa

Formato: 14 x 21 cm

Páginas: 12


Fundada em 12 de abril de 2020, por Fabio da Silva Barbosa e Diego El Khouri, a Editora Merda na Mão é uma editora independente que atua sem cobrar dos autores, com estética subversiva, ética marginal e compromisso real com a cultura underground. Já são mais de 50 publicações, cerca de 60 títulos, em quase seis anos de insistência editorial.

 

Sem concessões. Sem fé. Sem freio.


 Publicando os impublicáveis.



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

HQ XXI — A história em quadrinhos mais corajosa, visceral e pesada que você vai ler!!

 

Falta pouco pra nascer essa besta feroz chamada HQ XXI.

Um quadrinho de fôlego, 220 PÁGINAS, cuspindo vísceras no fim do mundo.

Roteiro e desenho de  Diego El Khouri , o outsider da Galáxia de Parnaso — feito com toda a intensidade possível, acreditando ser seu último trabalho artístico produzido nesta vida.

 Nada contido. Nada seguro.



Roteiro brutal e sangrento de Fabio da Silva Barbosa, editor do zine Reboco Caído.

Diagramação cuidadosa e potente de  Lívia Batista , idealizadora do Mova-se Projetos Culturais.


HQ XXI expõe as chagas: fé apodrecida, carne em colapso, século sinistro em convulsão.

Isso não é só um quadrinho. É um delírio final.


Em breve. 

 


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A FERIDA ESTÁ ABERTA

Por Moraes


A FERIDA ESTÁ ABERTA

HÁ UM DESCONFORTO NO MUNDO.


A SINTAXE SE CONFUNDE

A METÁFORA ESTÁ INCERTA.


PASMO, O PONTO FINAL

JÁ NÃO SE DEFINE.


DESCONTÍNUA, A MANHÃ

SE ABORTA ENTRE LINHAS,

ENTRE OLHARES

E SE ENTREMOSTRA

IMPONDERÁVEL, IMPOTENTE...


AINDA ASSIM, A FERIDA

ESTÁ ABERTA, EXPOSTA,

DESCOBERTA, SALIENTE.


NADA A INCOMODA,

NADA VEZES NADA,

NÓDOA NA CARNE SUJA,

SANGUE TURVO

EPISÓDIO OBSCURO.


TEMPO CURVO

ONDE TUDO MUDA,

EMUDECE, SOBRESSALTA,

DESVANECE, ADULTERA.

FERIDA ABERTA

ESTADO BRUTO

VOZ QUE VOCIFERA.


                                                       Moraes

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Revista O Bule — Coluna # 7 — Release de “Ensaios sobre a total libertação” (Rogers Silva)

 


https://www.revistaobule.com.br/


Ensaios sobre a total libertação é um livro com quatro narrativas. “Drummond no Orkut”, a primeira, é um breve recorte da vida de João, que ao sentar-se num banco de uma praça no intervalo do seu almoço, se depara com um livro. Primeira leitura de sua vida, também será, para ele, um desconcerto e uma descoberta. Por meio das tramas e dos personagens, vai descobrindo-se a si mesmo.

Em “A máquina-führer”, uma máquina, criada por um alemão a mando de Hitler na década de 1930, permite aos dois protagonistas (o Curioso-menor e o Curioso-Maior) irem a qualquer tempo, espaço ou mente humana. O que parece uma aventura despretensiosa possui, na verdade, outro propósito: não deixar que Rogers Silva, autor da história que ora se constrói, ser culpado pela Segunda Guerra Mundial. Os personagens precisam correr contra o tempo, porque senão – se essa tragédia ocorrer (não a Guerra, mas o autor ser o culpado por Ela) – ele se suicidará aos trinta anos.

Em “Ensaio sobre a libertação total”, a partir dos termos “É isso aí” e “Vai lá”, Jéferson cria uma filosofia, retomando clássicos da filosofia antiga e moderna. Porém, a vida transcende e sufoca discursos e filosofias – é o que a crueza da vida vai provar para ele, que precisa resistir tanto aos tempos de ditadura quanto à sua alergia.

Em ““antifadorogerssilva@yahoo.com.br”   o autor, Rogers Silva, é também o protagonista da história. Alguns anos após a publicação de Paraíso, seu primeiro romance, aos dezoito anos, um fã incomum (um antifã, na verdade) começa a persegui-lo em todos os seus passos. O que parece uma brincadeira, transforma-se numa história de suspense e terror, com todos os clichês possíveis do gênero.

Ensaios sobre a total libertação é uma reflexão não apenas sobre a capacidade da linguagem e da literatura de criar vidas (e da influência da ficção sobre a realidade), mas também uma reflexão sobre a vida

real: esta. Valendo-se de temas universais, traduzidos de modo local (na maioria das vezes em espaços bem definidos), esse livro trata de dores, anseios e angústias de todos os seres. É um brinde à literatura-vida.


Ficha técnica:


Título: Ensaios sobre a total libertação

Autor: Rogers Silva

Gênero: contos: literatura brasileira

Páginas: 130

Formato: 13x18cm

Editora: Folheando (1ª edição, 2025)

Onde adquirir o livro:

https://www.editorafolheando.com.br/produtos/ensaios-sobre-a-total-libertacao-cyygf/


Rogers Silva nasceu e mora em Uberlândia-MG. Publicou contos, artigos de opinião e resenhas em sites, revistas, jornais e coletâneas de livros. Em  2012 publicou Manicômio (contos e novelas), sua primeira obra literária. Em 2025/26, o seu primeiro curta-metragem, Estátuas sobre túmulos, está sendo lançado. É cofundador e colunista da Revista O Bule (www.revistaobule.com.br). Está em www.rogerssilva.com.br. Atualmente se dedica à escrita de roteiros para o cinema.

domingo, 25 de janeiro de 2026

RODRIGO KTARSE — Relatos de um Rapero Ateu de Quebrada

 


Álbum solo | 2026

A Editora Merda na Mão anuncia o lançamento de RELATOS DE UM RAPERO ATEU DE QUEBRADA, álbum solo de Rodrigo Ktarse, integrante do grupo de rap combativo KTARSE, com mais de 25 anos de atuação no hip hop insurgente.

O disco nasce como desdobramento direto do livro Relatos de um Rapero Ateu de Quebrada, publicado pela Editora Merda na Mão em 2022, nossa 41ª publicação. Se no livro Rodrigo escancarou, em relatos crus, a vivência de um rapero ateu morador da periferia, agora ele amplia esse debate através das rimas, transformando texto em manifesto sonoro.

Este álbum é rap sem anestesia. Um ataque frontal ao Estado, ao capitalismo, ao poder clerical e às estruturas que sustentam a opressão nas quebradas. Ateísmo, ódio de classe, crítica social e indignação organizada em forma de música — continuidade natural da trajetória do KTARSE e da escrita insurgente de Rodrigo.

“Agora estou ampliando esse debate sobre o ateísmo através das rimas do rap insurgente.”

O processo de construção do álbum foi totalmente autônomo e coletivo, no verdadeiro espírito do nós por nós. A produção ficou a cargo de Igor C.D.O., parceiro de caminhada que assinou as bases, captação de voz, mixagem e masterização em seu estúdio, no fundão de Suzano — feito no barraco, longe da indústria, perto da realidade.


Sobre o livro (2022)

Relatos de um Rapero Ateu de Quebrada é um livro de vivências, enfrentamento e reflexão crítica, onde Rodrigo Ktarse inflama o debate sobre ateísmo na periferia, atravessando religião, política, controle social e sobrevivência no gueto.

Ficha técnica do livro

  • Título: Relatos de um Rapero Ateu de Quebrada

  • Autor: Rodrigo Ktarse

  • Formato: 14 x 21 cm

  • Páginas: 78

  • Capa: Cartão 300g com laminação brilho

  • Diagramação da capa: Jackson Abacatu

  • Diagramação do miolo: Fabio da Silva Barbosa

  • Arte da capa: Thiago Augusto

  • Revisão: Guilherme de Andrade

  • Ano: 2022











Sobre o álbum (2026)

RELATOS DE UM RAPERO ATEU DE QUEBRADA é um manifesto insurgente do gueto, cantado sobre bases de rap cru e direto, disponível nas plataformas digitais e redes antissociais.

Ficha técnica do álbum

  • Título: Relatos de um Rapero Ateu de Quebrada

  • Letras: Rodrigo Ktarse

  • Vozes: Rodrigo Ktarse

  • Captação de voz: Igor C.D.O.

  • Mix e Master: Igor C.D.O.






Faixas

  1. A contribuição de Deus

  2. Rapero ateu de quebrada

  3. Sem crença em divindades

  4. Crueldade divina

  5. Vírus da insanidade

  6. Insubmissão a qualquer doutrina

  7. Religião: o câncer do mundo

  8. Relatos indigestos

  9. Semeando dúvidas

  10. Deus vs Diabo

  11. Relatando a tirania divina

  12. Veneno cristão

  13. Olhando para o abismo sem anestesia

  14. Relatando a psicose social

  15. Um salve para a V.F

  16. Vida que segue, sem fé e crenças, o fim de tudo


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A arte subversiva de Rodrigo ktarse:










Leitores:
















Editora Merda na Mão

A Editora Merda na Mão é uma editora independente criada em 12 de abril de 2020, por Fabio da Silva Barbosa e Diego El Khouri, com a missão de publicar os impublicáveis — obras ousadas, marginais e sem lugar no mercado editorial tradicional.

Sem cobrar dos autores, com forte estética subversiva e compromisso com a cultura underground, a editora já soma mais de 50 publicações, cerca de 60 títulos, em quase seis anos de trabalho editorial.

Este álbum é mais um grito que atravessa papel, som e rua.
Sem concessões. Sem fé. Sem freio.


"Paz entre nós e guerra aos senhores... SEMPRE!!!!