No dia do nosso idioma é opportuno revisitar este poema, ja lembrado nos saraus aqui de casa, que está no livro GRAMMATICA CASTIÇA DA LINGUA PORTUGUEZA, disponivel como ebook por este instagram: @ed.casadeferreiro
Publicando os Impublicáveis - editoramerdanamao@yahoo.com
No dia do nosso idioma é opportuno revisitar este poema, ja lembrado nos saraus aqui de casa, que está no livro GRAMMATICA CASTIÇA DA LINGUA PORTUGUEZA, disponivel como ebook por este instagram: @ed.casadeferreiro
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PRIMEIRO DE MAIO, LUTA ANARQUISTA
Por: Gutemberg F. Loki
O silêncio dos inocentes
Vejo como um grande desmaio
Ninguém fala mais o porquê
Do Primeiro de Maio
Comemoram apenas
Como mais um feriado
Não contam a história
Do sangue derramado
Não falam da opressão
E da repressão bruta
Não falam que os anarquistas
Organizaram a luta
Contra as jornadas de trabalho
Tão prolongadas e abusivas
Que ao próprio trabalhador
Eram caras e nocivas
Hoje oito horas de trabalho
É uma coisa tão comum
Mas naquele tempo não era aceito
Por patrão nenhum
Por décadas a fio, sempre querendo,
Lutando e mobilizando
Anarquistas mais trabalhadores
Foram conquistando
E violenta sempre foi
A voz do Estado e dos patrões
Aos trabalhadores sobravam
Mortes e prisões
França, Austrália, Europa, Estados Unidos,
As greves aconteciam
Oito horas de trabalho
Todos queriam
Primeiro de Maio,
De 1886
Nas ruas de Chicago, muito barulho
Ali se fez
Novas manifestações no dia 4,
Na Praça Haymarket uma bomba explodiu
Foi a própria polícia buscando a justificativa
Da violência que se seguiu
O saldo desse brutal confronto
Mais de cem mortos e muitas prisões
Mas ainda haveria mais covardias
Para agradar os figurões
Parsons, Fischer, Engel, Spies,
Lingg, Schwab, Fielden e Neeb,
Presos, julgados, para dar exemplo:
Condenados!
O sonho atrás das grades
Lingg na cela se matou
Parsons, Fischer, Spies, e Engel
Na forca o destino não os calou
August Spies:
“Virá o dia em que o nosso silêncio
Será mais poderoso do que as vozes
Que hoje estrangulais!”
Os Mártires de Chicago
Símbolo contra o Sistema imundo
A sua luta se espalhou
Por todo o mundo
Seis anos mais tarde
A condenação foi anulada
Quem ainda estava preso
Teve a liberdade decretada
Mais à frente o Primeiro de Maio
Foi adotado como feriado ilegal
Conflitos e repressão
A violência era oficial
Foram décadas de lutas
Onde os trabalhadores não recuaram
Os ideais anarquistas
Sempre os motivaram
E quem sonha sempre alcança
O feriado entrou no calendário civil
Um após outro, cada país
Ao feriado aderiu
Somente os Estados Unidos
Como arrogante opressor
Até hoje se recusa reconhecer
O Dia do Trabalhador
E tanta História
E tanta luta
E hoje o povo
Do feriado desfruta
Só não sabe por que
E nem busca informação
Para ele é só um feriado
Pra sua diversão
E comemora o Estado e o patrão
Por tanta popular distração
Mas esse feriado é dos que lutam
E nunca dispensam a reação!
Viva aos Mártires de Chicago!
Viva aos movimentos Anarquistas!
Viva aos trabalhadores
E as nossas conquistas!
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* O portal underground Noisered escreveu uma puta matéria sobre o trampo de resistência da Editora Merda na Mão que nesse mês de abril completou 6 anos de existência e resistência. Puta honra!
Abaixo o texto:

Por Biano/Paulo
A Merda na Mão segue sua saga, fazendo conexões com o subsolo, publicando os impublicáveis e cuspindo no statuQuem cresceu frequentando bancas de jornal entre os anos 80 e 90 sabe que existia um submundo fascinante escondido atrás das capas coloridas de super-heróis. Foi ali, entre as páginas ácidas da MAD, o traço sujo e genial da Chiclete com Banana de Angeli, e o caos dos Piratas do Tietê da Laerte, que formei meu caráter como leitor. Eram revistas que desafiavam o “bom gosto” e traziam o inpublicável para o centro do debate.
Hoje, celebrar os 6 anos da Editora Merda na Mão é mais do que comemorar um aniversário editorial; é celebrar a sobrevivência desse espírito. Desde que começou sua trajetória, a editora assumiu a missão de publicar o que o mainstream teme. Os “Inpublicáveis” da Merda na Mão são os herdeiros diretos dessa estética marginal que tanto me marcou. O papel e a tinta continuam sendo as melhores armas contra o tédio e o conservadorismo.
Para coroar esse aniversário, a editora acaba de lançar sua obra derradeira: HQ XXI – A Ópera da Desgraça. Isso aqui não é um quadrinho comum. Você não vai encontrar nada parecido — simplesmente não existe.
É um retrato cru, intenso e sem qualquer filtro desse século sinistro. Um impacto direto, página após página. São 204 páginas de um trabalho de fôlego, levado até o limite pelo artista Diego El Khouri, que entrega aqui o auge de sua experiência técnica e visceral.
Se você tem coragem de encarar o retrato da nossa desgraça contemporânea, o link está abaixo.

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Por Lí Rubra
Carniceiros.
Vermes imundos.
Malditos famintos de atenção,
moscas podres zumbindo
no limite do meu ouvido
até sangrar a razão.
Hipócritas.
Falsos moralistas.
Pregam virtude com a boca suja,
mas só cultuam o próprio umbigo
enquanto o resto afunda
na lama.
Eu tenho raiva.
Raiva que arde,
que corrói,
que rasga.
Raiva de existir nesse mundo
machista, nojento, apodrecido —
onde ser mulher
é lutar até pra respirar.
Raiva de gente oportunista,
de olho faminto em vantagem,
de almas baratas
que se vendem por um prato vazio —
ou por menos.
Por nada.
Mentem como respiram.
Traem como vivem.
Não têm espinha.
Não têm rosto.
Só restos.
E você —
o que sobra de você?
Além do vazio,
além da carcaça,
além do dia inevitável
em que vai ter que encarar
a podridão
que chama de vida?
— Lí Rubra, em ruptura
Por Gutemberg F. Loki
Neste mundo imundo
Desses viveres descartáveis
Onde como moscas toscas
Crescem valores miseráveis
Há quem luta e desfruta
De sentimentos insaciáveis
Onde quem acredita, fita
Em espíritos invulneráveis
No suor da Editora Merda na Mão
Vencendo obstáculos incontáveis,
Ecoa a voz de quem não vem à toa
Sempre publicando os impublicáveis!
23 de abril — Dia Mundial do Livro
Hoje é o tal do Dia Mundial do Livro.
23 de abril.
Escolheram essa data porque morreram uns nomes phudidos da literatura, tipo William Shakespeare e Miguel de Cervantes.
Mas vamos direto ao ponto:
a gente caga pra qualquer tipo de data.
Só que também não dá pra ignorar completamente num país que caga ainda mais pra cultura do que a gente pra calendário.
Então fica esse registro atravessado mesmo.
Porque se tem uma coisa que ainda não conseguiram domesticar direito é a leitura.
Ler é perigoso.
Ler dá trabalho.
Ler desmonta certezas idiotas.
Leitura é antídoto contra burrice, contra mediocridade e contra esse looping infinito de conteúdo vazio que empurram goela abaixo todo dia.
E é nesse meio desse caos que a Editora Merdas na Mão segue de pé.
Abril de 2026: seis anos de existência e resistência.
Seis anos fazendo livro na marra.
Seis anos sobrevivendo na insana disciplina, na insistência e na teimosia.
Quem acompanha o blog sabe: a gente tenta postar todo dia. Nem sempre rola. A realidade atropela, o tempo esfarela, a sobrevivência cobra.
Desde o dia 12 de abril, nosso aniversário, a gente abriu outra frente: juntar vídeos de leitores, autores, parceiros e parceiras que somam com a editora.
A galera mandou salve. Mandou força. Mandou palavra.
foi phodaaaaaaaaa!!!!!!!!
Isso virou combustível.
E por isso o blog deu uma respirada esses dias — não por desistência, mas porque a gente tava trabalhando nisso.
Os vídeos estão saindo no Instagrado da editora e no YoTubodigestivo.
Depois vem um material maior, juntando tudo.
Hoje não dava pra ficar em silêncio.
Porque livro ainda é trincheira.
E a Editora Merdas na Mão segue no subterrâneo: publicando o que incomoda, o que cutuca, o que não pede autorização.
A gente não pede licença.
A gente não se adapta.
A gente cospe no status quo.
Se você tá aqui, é porque você é exceção!!
Só segura um pouco a ansiedade: já já a gente volta com as postagens diárias.
Até lá, seguimos.
Nós por nós.
Coletividade.
Autogestão.
E livro como arma.
Somos um grão de areia
nesse mundo de preconceito,
violência e desigualdade.
As flores enfeitam a morte,
o sangue derramado revela a sua fluidez.
E ainda assim, insistimos em brotar,
mesmo no solo árido da injustiça.
Há raízes que não se calam,
há vozes que rompem o silêncio
como trovões em céus cansados.
A voz não que se cala é a voz do gueto,
é a voz sem medo, armada e engatilhada
e apontada contra o preconceito;
Contra aqueles que foram eleitos
e hoje armados de papel e caneta querem nos derrubar, nos calar.
Mas não vão, porque somos guerreiros
e guerreiros,
juntos contra o estabelecido
e estrutural preconceito.
Dueto de residência:
Clarisse da Costa
Cedric de Oliveira Felipe
3ª LIVE INFLAMANDO O 5º ELEMENTO DO HIP HOP
Apresentação: Rodrigo Ktarse e Igor CDO
Diálogos sobre arte subversiva e subterrânea, com o convidado Diego El Khouri, artista visual e protagonista da Editora Merda na Mão.
🔥 Esta edição acontece em uma data simbólica: no mesmo dia em que a Editora Merda na Mão completa 6 anos de existência e resistência, publicando os impublicáveis e fortalecendo a cena independente.
Data: 12/04/2026
⏰ Hora: 15h
Instagram: @igorrocha_rap
“Conhecimento é resistência!"
Endoparasita, tecladista da Realife — banda entrevistada por Fabio da Silva Barbosa no zine Reboco Caído e também presente em vídeos da Editora Merda na Mão — adquiriu a HQ O Filósofo da Maconha.
E como aqui é na base do corre independente: levou junto zines de brinde e uma caricatura personalizada na primeira página.
Adquiriu o quadrinho, ganhou o desenho. Simples assim.
Quer ter sua caricatura também? É só adquirir a HQ.
São 126 páginas de lisergia e loucura.
Interessou?
Envia mensagem no e-mail editoramerdanamao@yahoo.com
* Endoparasita também é um grande ilustrador — conexão direta entre som, traço e vivência.
Nós por nós. Coletividade e autogestão.
Seguimos publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.
KTARSE , após 5 anos do lançamento do seu último álbum de estúdio, disponibiliza o seu mais novo MANIFESTO INSURGENTE: 5° álbum INDIGESTOS E INDOMÁVEIS. O projeto promete dar continuidade ao que o grupo nesses quase 30 anos de engajamento no Movimento de Hip-Hop, tem potencializado através de rimas inflamadas com fúria e ódio ao capitalismo, Estado e todas as formas de opressão disseminadas nas periferias. O álbum está municiado de Rimas indigestas e com críticas ao sistema capitalista com uma densa e intensa sonoridade. O título, INDIGESTOS E INDOMÁVEIS, já anuncia que as músicas vieram para provocar, incomodar e não se submeter a padrões da indústria cultural e suas futilidades que aprisionam a mente do povo do gueto. As letras reafirmam a consciência de classe e a potência rebelde, furiosa, contestadora e anárquica do grupo.
Com esse novo álbum, o Ktarse segue consolidando seu espaço no cenário do rap combativo, mostrando que sua arte vai além do entretenimento — é também uma ferramenta de reflexão, resistência e luta dos CRÔNICOS SOCIAIS.
A produção/mixagem/masterização dos álbuns é feita de forma autônoma no “nós por nós”. As letras e a produção sonora são elaboradas por Rodrigo e Leal. Os integrantes do grupo tem uma trajetória de luta e resistência junto a diversos movimentos sociais. Também estão engajados em organizar atividades culturais e debates em espaços públicos e coletivos de luta anticapitalista, assim como fazem palestras sobre a questão racial, social e política em escolas, sistema prisional e coletivos de inspiração libertária.
. “Somos a continuidade e seguimos a principiologia do RAP dos anos 90, nosso RAP potencializa as vivências e os saberes de quebrada, lapidando nos livros subversivos vamos construíndo trincheiras de rebeldia e resistência dos fudidos através do rap combativo.”
KTARSE – INDIGESTOS E INDOMAVEIS – ALBULM 2026
Por Pisico
A saga de jovens ébrios
sufocados pelo tédio
Filhos do nada
Atravessando a madrugada
Entre goles e tragadas
Armados de palavras sujas
Jogando fumaça para o alto
Vazios de significado
Compartilhando uma garrafa de bebida barata
Desejando uma trepada
Contemplando a alvorada
Após uma puta noitada
Sou Luigi Luchene
Esfaqueando aristocratas
Um regicida, um mártir
Talvez um psicopata
Devaneios de um bebum
Muito louco numa praça
Naquela passeata
Bebi um vinho de cinco litros com a rapaziada
Fizemos um libera catraca
Policiais, vê se desembaça
Enquanto ando de skate
Vou dropando lindos bombs nas paredes
No pixo reto, xarpi, grapixo me arrisco
Nas ruas vejo o mendigo comendo no lixo
Postamos no canal do YouTubodigestivo da Editora Merda na Mão um trecho da fala do escritor Fabio da Silva Barbosa — editor do clássico zine Reboco Caído e um dos criadores dessa engrenagem maldita — rasgando a trajetória de uma editora que nasceu para publicar os impublicáveis.
Aqui não tem verniz.
Aqui é literatura cuspida na cara do status quo.
Quer entender de onde vem esse barulho?
Cola no canal, assiste, e mergulha nessa loucura:
“Para proteger o estado de direito contra o terror, considera-se que deve-se cometer violência contra a lei, ou devemos constitucionalizar o que apenas ontem era visto como uma exceção ou como pura ilegalidade.”
(Achille Mbembe, em Necropolítica)
O EP/lyric video Necropolítica, do Corja, foi lançado no dia 01 de abril (dia da mentira), ao meio-dia — e agora estamos divulgando aqui no blog da lisérgica punk Editora Merda na Mão.
Produzido pelo @motimunderground, a música e o vídeo falam por si só sobre como a máquina do Estado tem sido constantemente usada para matar a população — e como nossas vidas correm risco em todos os lugares, o tempo todo.
Confira o vídeo:
https://youtu.be/wfkEjq6O5wI�
“Necropolítica” integra o álbum ...E Tudo Vai Piorar, do Corja, que estreou no dia 01/04 ao meio-dia no YouTube da @tbontbrec.
O álbum está disponível em CD em um lançamento coletivo dos selos — fortaleça o underground e garanta o seu:
@tbontbrec
@bradorecords
@tgrsounds
@undershowsbr
@tufo.d.i.y
@tu.pankrecords
@tocaiaselo
@discosbacural
@noisefetodistro
@xisteceproductions
@terceiromundochaos
Por Pisico
Pobreza de emoções
Miséria de sensações
Imerso em recordações
Nostalgia de outros verões
Ruminando minhas frustrações
Digerindo decepções
Ideação suicida às 5hs da matina
Dois cigarros no maço
Na mente tristeza
Consumido pelo breu da vida e a rotina
Mais um rap sem refrão é o que liga
Ritmo lofi e poesia subjetiva
Somente as drogas curam a fadiga
Alegria de viver no momento perdida
Afirmação da morte como caminho para o sublime
Frase roubada de um filme triste
Qual vai ser o programinha?
Dinheiro compra imprescindível companhia
Mulher da noite suja
Vadia de muitos
Puta de ninguém
Se despe, fode, vaza e passar bem
Por Cris Roots
Me disseram abaixe a cabeça antes mesmo de eu aprender a andar.
Me ensinaram silêncio como virtude e medo como forma de amar.
Chamaram de ordem o que era controle e de respeito o que era opressão.
Me vestiram correntes de normalidade e chamaram de educação.
Mas eu vi no fogo das ruas que nem toda regra é razão.
Que há grito guardado em cada peito esperando virar revolução.
O que foi aprendido, pode ser quebrado, o que foi imposto, pode ruir.
Porque consciência não aceita jaula quando decide existir.
Desobedecer é lembrar que ninguém nasce pra se curvar, é rasgar o roteiro imposto e a própria história reescrever, sem pedir pra passar.
Porque quando o medo desaprende e a coragem começa a falar até o sistema mais rígido começa, aos poucos, a desabar.
Poesia e Molotov
Dessa vez, O Filósofo da Maconha aterrissou em um lugar muito especial — um espaço que faz parte da formação de um dos envolvidos nessa história em quadrinhos punk lisérgica, nascida para incomodar e libertar a mente: a casa da professora Sandra Silveira.
Professora de português, sempre incentivou a leitura e o pensamento crítico. Filha de outra docente, hoje falecida, Dona Malta, Sandra construiu uma forma de comunicação inteligente e diferenciada com os estudantes. Sempre se atualizando, observando novas tendências e evitando se prender ao passado.
Diego El Khouri, roteirista da graphic novel chapada, é grato por todo o incentivo e tem grande respeito por essa professora que tanto o instigou ao longo do ensino médio, no Colégio José Rodrigues Naves, em Goianira — uma cidade do interior de Goiás e que marcou profundamente sua jornada.
Na primeira página da HQ, como de costume, quem adquire o quadrinho ganha uma caricatura, e com a professora não foi diferente. Diego já tinha a desenhando anos atrás, aos 16 anos de idade; um desenho recentemente resgatado.
E abaixo a caricatura feita na HQ:
...Uma professora adquirir um quadrinho com esse peso mostra a cabeça boa que ela tem...
Valeu, professora!!!!!
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Título: O Filósofo da Maconha
Roteiro: Fabio da Silva Barbosa
Desenho: Diego El Khouri
Formato: 29,5 x 21 cm
Páginas: 126
Ano: 2024
Por Edu Planchêz Maçã Silattian
Escrevendo esse confessar
nas linhas do wtzp de Diego el Khouri,
a fórmula q uso revelada ser,
nunca, saindo do Rio pra sampa
governado pelas algas ( eu )
Cá no terminal Tietê estou,
adorado habitante dos intensos,
que a brisa dessa manhã Cleópatra absorva
de nossos talentosos olhos
a realeza e o reles
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( edu
* Foto: Edu Planchêz visitando o ateliê de Diego El Khouri; Freguesia, Rio de Janeiro (RJ), 2014
A exposição Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela segue em exibição na Cidade de Goiás até o dia 17/04 — e, devido ao sucesso da mostra, teve seu período prolongado — ampliando esse ciclo potente de encontros, trocas e atravessamentos entre arte, ancestralidade, museu e rua.
A mostra mergulha na força do hip-hop goiano, atravessando memória, identidade e transformação — uma expressão que nasce na rua, reverbera na arte e ocupa espaços, tensionando estruturas e abrindo novos caminhos.
Ainda dá tempo de sentir essa presença pulsando de perto.
Artista: Diego El Khouri
Produção cultural e curadoria: Lívia Batista
Site oficial com a pesquisa e as obras do projeto disponível:
https://laborarteunicamp.my.canva.site/hip-hop-em-tela-site
![]() |
* No Museu das Bandeiras, antigo espaço de repressão e encarceramento, ecoa uma história brutal marcada pela violência contra corpos escravizados. Hoje, essa mesma estrutura abriga vozes que resistem — e o hip-hop se inscreve ali como continuidade dessa memória: denúncia, ancestralidade e permanência.