quarta-feira, 3 de junho de 2026

Há 5 Anos: Glauco Mattoso Recebia os Primeiros Exemplares de ARACHNOPHOBIA

 


Por Glauco Mattoso 


Num 3 de junho, em 2021, Glauco Mattoso recebe os primeiros exemplares de ARACHNOPHOBIA, que sae como livro impresso pelo sello alternativo Merda na Mão. Eis um exemplo dessa collectanea poetica:


PAVOR COMPARTILHADO [4540]


Ja citei "caranguejeira"

e outras dellas. Agonias

provoquei em quem não queira

ter tambem minhas phobias.


Mas, confesso, esta é a primeira

vez que escuto: "Tu sabias

que a maior de todas beira

meio metro, a tal Golias?"


Minha nossa! Essa bichana

que hoje é maximo modello

doradvante me attazana

toda noite, em pesadello!


Da Golias, então, tenho

de fallar, quebrar o gelo,

me expressar com todo o empenho,

dar meu medo aos que vão tel-o!


///




Título: Arachnophobia
Autor: Glauco Mattoso
Formato: 14X21 cm
Páginas: 53
Capa: cartão 300 c/ laminação brilho
Diagramação da capa: Jackson Abacatu
Diagramação do miolo: Fabio da Silva Barbosa
Arte da capa: Diego El Khouri
Miolo: offset fosco
Revisão: Wagner Teixeira
Ano: 2021

domingo, 31 de maio de 2026

Últimos Exemplares: Memórias da Delinquência + Reboco Caído

 


Últimos exemplares do livro Memórias da Delinquência, de Fabio da Silva Barbosa + Reboco Caído 70 e 71 versão impressa = R$ 40,00 com correio incluso e código de rastreio.

Se ainda não garantiu o seu pacote, corre que tá no fim.

Além de adquirir um material de peso, ainda estará apoiando a cena.



******





Memórias da Delinquência ou A noite começa diferente para cada um... é o registro de uma juventude que não queria fazer parte, não queria ser apenas mais uma engrenagem do sistema. Segunda edição, saindo pela editora cartonera Kapivara Cartonera. Edição limitada - últimos exemplares.



Reboco Caído - zine que caminha para os 16 anos registrando e divulgando o que rola pelo subterrâneo.

Contato para adquirir esses matérias: fsb1975@yahoo.com.br

domingo, 24 de maio de 2026

A fumaca continua acesa no meio da caminhada


 Malucos, malucas e  maluques!

Estou aqui invadindo o espaço para avisar que, nesses dias, estamos meio ausentes dos blogs:

 

https://editoramerdanamao.blogspot.com/?m=1


 https://molholivre.blogspot.com/?m=1


O motivo é simples: estou em processo de mudança, reorganizando algumas questões da vida, endereço novo, correria, etc e tal e isso tudo acabou tomando bastante do meu tempo.


Mas, resolvendo essa travessia, logo logo volto à ativa com toda a fúria possível.


Enquanto isso, nas brechas da correria, seguimos divulgando uma coisa ou outra por aí.





sábado, 23 de maio de 2026

3ª LIVE INFLAMANDO O 5º ELEMENTO DO HIP HOP — Episódio com Diego El Khouri

 


Hoje  vamos transmitir a reprise do programa “Inflamando o 5º Elemento do Hip Hop”, realizado originalmente no dia 12 de abril de 2026, data em que a Editora Merda na Mão completou 6 anos de existência e resistência. 


A conversa foi conduzida por Rodrigo Ktarse e Igor CDO, tendo Diego El Khouri como convidado, em um diálogo sobre arte subversiva, cultura underground, produção independente e resistência artística.


O bate-papo já foi repostado no canal do YouTubedigestivo da Editora Merda na Mão e ficará disponível para assistir neste link a partir do dia 23/05/2026, às 16 horas.


Nós por nós, coletividade e augestão.







sexta-feira, 15 de maio de 2026

Merda na Mão no Aparecida Rock: o underground segue ocupando os espaços longe da arte pasteurizada

 


NESSE SÁBADO (15/05) a Editora Merda na Mão aterrissa com sua banquinha punk lisérgica no Aparecida Rock 3ª edição — ritual barulhento organizado pelos parceiros do Cerrado Underground!!!


A Merda na Mão vai despejar os últimos exemplares da HQ O Filósofo da Maconha, além de CDs da Ruídos Absurdos e da Distro Merda na Mão — material feito no braço, na fumaça e na insanidade do underground.


E um destaque especial pro flyer do evento, criado pelo Cleiton Magno, vocalista da Realife: colagem manual, recorte, sujeira gráfica e estética feita no suor — a  essência braçal do underground.  Resgate do impresso, da tesoura, da cola e da arte física viva — longe dessa pasteurização digital asséptica que deixa tudo com cara de propaganda de aplicativo.


Vai rolar na Feira Coberta do setor Cidade Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia, a partir das 16h.


No ataque sonoro: 


Spiritual Carnage

 Arvak

Realife

 Gerações Perdidas

 Electrical Storm

 União Clandestina


O selo Two Beers Or Not Two Beers vai também  levar sua banquinha repleta de CDs e vinis.


E o melhor: entrada gratuita.


Porque underground não nasce de algoritmo nem de empresário engravatado. Underground existe na ocupação, no caos coletivo, no faça você mesmo, na autogestão e na conexão direta entre os esquisitos, delinquentes e sobreviventes do subsolo.


Bora colar, fortalecer a cena e cuspir no status quo.




Editora Merda na Mão: fazendo conexões com o subsolo, publicando os impublicáveis e incendiando a normalidade.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ralé Edições, macabra Indy Sales, subversivo Fabio da Silva Barbosa e a conexão no subterrâneo do underground

 



Chegou material bruto, pesado e completamente contaminado pela cena underground na caixa postal da Editora Merda na Mão.


Diego El Khouri foi até os Correios despachar alguns materiais pelo Brasil e voltou com três pacotes insanos vindos de diferentes cantos do país — um retrato vivo da resistência independente funcionando na ousadia, sem padrinho, sem glamour e sem pedir licença.

Diretamente de Curitiba (PR), chegou o material da escritora e artista Tatiana Carpannezi, responsável pela Ralé Edições e pelo zine Antro Punk.
No Antro Punk, Tatiana mistura poesia, colagem, fotografia, arte gráfica e trabalhos de outros autores num painel sujo, intenso e necessário da produção independente contemporânea. Publicação feita longe da assepsia cultural de livraria gourmet e perto da vida real.



O segundo pacote veio das sombras de Ouro Preto (MG), enviado pela escritora macabra Indy Sales.

Nascida em 1993, Indy ficou conhecida principalmente pelas suas poesias demoníacas e góticas, mas sua escrita atravessa vários gêneros. Autora de diversos livros, também atua como antologista, colaboradora de blogs literários e apresentadora de web rádio — uma figura ativa dentro do subterrâneo cultural brasileiro.

A conexão dela com a Merda na Mão já vem de muito tempo: participou de vídeos do canal YouTubodigestivo e teve vários poemas recitados por Fabio da Silva Barbosa, um dos criadores da editora.

Agora Indy despejou na nossa caixa postal um acervo absurdo carregado de literatura marginal, obscuridade poética e resistência artística.


E teve mais.
Chegou também a edição nº 70 do zine Reboco Caído, criação do próprio Fabio da Silva Barbosa. Hoje ele segue envolvido em outros projetos e trincheiras, mas certas sujeiras nunca saem das mãos. Fabio sempre será Merda na Mão.

Junto do zine veio também o livro Memórias da delinquência ou a noite chega diferente para cada um…, publicado em formato cartonero pela Kapivara Kartonera — livro artesanal, feito à mão, onde cada exemplar nasce diferente, com capas, desenhos e materiais únicos.


Enquanto boa parte do mercado cultural segue masturbando algoritmo e transformando arte em networking de condomínio, nós seguimos fortalecendo conexão direta entre sobreviventes do subterrâneo.

******

Nós por nós, coletividade e autogestão.
Troca de materiais. Circulação independente. Arte feita na unha.



Vídeo reação no canal do youtubodigestivo da Editora Merda na Mão:



domingo, 10 de maio de 2026

Flores para as Mães, Ódio ao capitalismo

 



Hoje, 10 de maio de 2026, Dia das Mães, a Editora Merda na Mão celebra toda reflexão que possa se transformar em força contra a apatia e a brutalidade do mundo.

Foda-se o consumismo desenfreado, as propagandas vazias e as datas reduzidas a vitrines. A gente cospe nesse espetáculo. Mas algumas datas carregam sangue, memória, luta e sobrevivência — e não podem passar despercebidas.

Num país onde mães da periferia enterram filhos assassinados pelo Estado, onde falta saneamento, alimento e dignidade, fica evidente que ainda existe uma guerra cotidiana sendo travada contra os desassistidos.

Então fica aqui nosso salve para todas as mães que sustentam o mundo nas costas.

As raízes importam. Sem memória não existe futuro. Ignorar o passado é condenar tudo à repetição da mesma banalidade de sempre.

A Editora Merda na Mão seguirá publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.


*********



 Poema e voz: Diego El Khouri

Flauta e edição do vídeo: Ivan Silva 

Vídeo gravado originalmente em 2014 


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Gigi Jardim, produtora da Made in Brazil, adquire O Filósofo da Maconha




Gigi Jardim , produtora cultural de São Paulo e nome importante do circuito independente do rock brasileiro, fortalece há anos iniciativas que mantêm vivo o espírito livre, marginal e autêntico do underground nacional. 


Também esteve envolvida em produções e tributos relacionados à histórica trajetória da lendária  Made in Brazil — uma das bandas mais antigas e insanas da história do rock brasileiro. 

Dessa vez, foi a própria Gigi Jardim quem mandou um salve para  a Editora Merda na Mão após adquirir o quadrinho O Filósofo da Maconha — uma obra de fôlego com 126 páginas, roteiro de Fabio da Silva Barbosa, desenhos de Diego El Khouri e prefácio de Ciberpajé. 



Como já é tradição da editora, a primeira página recebeu caricatura personalizada e dedicatória exclusiva, acompanhando essa edição que segue circulando pelo subterrâneo cultural. 



E não parou por aí: de brinde, Gigi também recebeu as duas primeiras edições do zine Blasfemo de Diego e o Reboco Caído nº 69, do Fabio. 



A Editora Merda na Mão continua fazendo conexões, publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.


Veja o vídeo-reação da Gigi ao receber o pacote da Merda na Mão via correio:







terça-feira, 5 de maio de 2026

Por: Glauco Mattoso, o "poeta da crueldade

 



No dia do nosso idioma é opportuno revisitar este poema, ja lembrado nos saraus aqui de casa, que está no livro GRAMMATICA CASTIÇA DA LINGUA PORTUGUEZA, disponivel como ebook por este instagram: @ed.casadeferreiro


VELHOTA PATRIOTA [6545]

Te posso corrigir, sim! Fui docente!
Ouviste, Glauco? Nunca alguem colloca
num verso os palavrões que na malloca
se escutam! Entendeste? És indecente!
Eu era professora dura! A gente,
em classe, prohibia aquella troca
de insultos, que envergonha, que nos choca!
Terei que ser censora novamente!
Sou dura, sim! Castigo bem severo
meresce quem se vale, em portuguez,
do linguajar mais torpe e descortez
na hora de escrever! Punir-te quero!
Não vês que impatriotico o teu lero
se torna? Amor à patria, cada vez
mais, acho necessario! Tu não vês?
Terás que receber é nota zero!
///





sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º de Maio: carregado do sangue da classe trabalhadora. Nunca esquecer. Nunca desistir. Nunca recuar.

 ******



Editora Merda na Mão inflamando a insurgência do gueto. 

******


PRIMEIRO DE MAIO, LUTA ANARQUISTA

Por: Gutemberg F. Loki


O silêncio dos inocentes

Vejo como um grande desmaio

Ninguém fala mais o porquê

Do Primeiro de Maio


Comemoram apenas

Como mais um feriado

Não contam a história

Do sangue derramado


Não falam da opressão

E da repressão bruta

Não falam que os anarquistas

Organizaram a luta


Contra as jornadas de trabalho

Tão prolongadas e abusivas

Que ao próprio trabalhador

Eram caras e nocivas


Hoje oito horas de trabalho

É uma coisa tão comum

Mas naquele tempo não era aceito

Por patrão nenhum


Por décadas a fio, sempre querendo,

Lutando e mobilizando

Anarquistas mais trabalhadores

Foram conquistando


E violenta sempre foi

A voz do Estado e dos patrões

Aos trabalhadores sobravam

Mortes e prisões


França, Austrália, Europa, Estados Unidos,

As greves aconteciam

Oito horas de trabalho

Todos queriam


Primeiro de Maio,

De 1886

Nas ruas de Chicago, muito barulho

Ali se fez


Novas manifestações no dia 4,

Na Praça Haymarket uma bomba explodiu

Foi a própria polícia buscando a justificativa

Da violência que se seguiu


O saldo desse brutal confronto

Mais de cem mortos e muitas prisões

Mas ainda haveria mais covardias

Para agradar os figurões


Parsons, Fischer, Engel, Spies,

Lingg, Schwab, Fielden e Neeb,

Presos, julgados, para dar exemplo:

Condenados!


O sonho atrás das grades

Lingg na cela se matou

Parsons, Fischer, Spies, e Engel

Na forca o destino não os calou

August Spies:

“Virá o dia em que o nosso silêncio

Será mais poderoso do que as vozes

Que hoje estrangulais!”


Os Mártires de Chicago

Símbolo contra o Sistema imundo

A sua luta se espalhou

Por todo o mundo


Seis anos mais tarde

A condenação foi anulada

Quem ainda estava preso

Teve a liberdade decretada


Mais à frente o Primeiro de Maio

Foi adotado como feriado ilegal

Conflitos e repressão

A violência era oficial


Foram décadas de lutas

Onde os trabalhadores não recuaram

Os ideais anarquistas

Sempre os motivaram


E quem sonha sempre alcança

O feriado entrou no calendário civil

Um após outro, cada país

Ao feriado aderiu


Somente os Estados Unidos

Como arrogante opressor

Até hoje se recusa reconhecer

O Dia do Trabalhador


E tanta História

E tanta luta

E hoje o povo

Do feriado desfruta


Só não sabe por que

E nem busca informação

Para ele é só um feriado

Pra sua diversão


E comemora o Estado e o patrão

Por tanta popular distração

Mas esse feriado é dos que lutam

E nunca dispensam a reação!


Viva aos Mártires de Chicago!

Viva aos movimentos Anarquistas!

Viva aos trabalhadores

E as nossas conquistas!


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quinta-feira, 30 de abril de 2026

6 Anos de Merda na Mão: A resistência dos ‘Inpublicáveis’ e o lançamento da HQ XXI – A Ópera da Desgraça

* O portal underground Noisered escreveu uma puta matéria  sobre o trampo de resistência  da Editora Merda na Mão  que nesse mês  de abril completou 6 anos de existência e resistência. Puta honra!

Abaixo o texto:

https://noisered.com.br/6-anos-de-merda-na-mao-a-resistencia-dos-inpublicaveis-e-o-lancamento-da-hq-xxi-a-opera-da-desgraca/

O NoiseRed celebra os 6 anos da Editora Merda na Mão.

Por Biano/Paulo

A Merda na Mão segue sua saga, fazendo conexões com o subsolo, publicando os impublicáveis e cuspindo no statuQuem cresceu frequentando bancas de jornal entre os anos 80 e 90 sabe que existia um submundo fascinante escondido atrás das capas coloridas de super-heróis. Foi ali, entre as páginas ácidas da MAD, o traço sujo e genial da Chiclete com Banana de Angeli, e o caos dos Piratas do Tietê da Laerte, que formei meu caráter como leitor. Eram revistas que desafiavam o “bom gosto” e traziam o inpublicável para o centro do debate.

Hoje, celebrar os 6 anos da Editora Merda na Mão é mais do que comemorar um aniversário editorial; é celebrar a sobrevivência desse espírito. Desde que começou sua trajetória, a editora assumiu a missão de publicar o que o mainstream teme. Os “Inpublicáveis” da Merda na Mão são os herdeiros diretos dessa estética marginal que tanto me marcou. O papel e a tinta continuam sendo as melhores armas contra o tédio e o conservadorismo.

Destaque: HQ XXI – A Ópera da Desgraça

Para coroar esse aniversário, a editora acaba de lançar sua obra derradeira: HQ XXI – A Ópera da Desgraça. Isso aqui não é um quadrinho comum. Você não vai encontrar nada parecido — simplesmente não existe.

É um retrato cru, intenso e sem qualquer filtro desse século sinistro. Um impacto direto, página após página. São 204 páginas de um trabalho de fôlego, levado até o limite pelo artista Diego El Khouri, que entrega aqui o auge de sua experiência técnica e visceral.

  • Roteiro e Arte: Diego El Khouri
  • Prefácio: Fabio da Silva Barbosa
  • Diagramação: Lívia Batista

Se você tem coragem de encarar o retrato da nossa desgraça contemporânea, o link está abaixo.

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terça-feira, 28 de abril de 2026

RAIVA

Por  Lí Rubra


Carniceiros.

Vermes imundos.


Malditos famintos de atenção,

moscas podres zumbindo

no limite do meu ouvido

até sangrar a razão.


Hipócritas.

Falsos moralistas.


Pregam virtude com a boca suja,

mas só cultuam o próprio umbigo

enquanto o resto afunda

na lama.


Eu tenho raiva.


Raiva que arde,

que corrói,

que rasga.


Raiva de existir nesse mundo

machista, nojento, apodrecido —

onde ser mulher

é lutar até pra respirar.


Raiva de gente oportunista,

de olho faminto em vantagem,

de almas baratas

que se vendem por um prato vazio —

ou por menos.


Por nada.


Mentem como respiram.

Traem como vivem.


Não têm espinha.

Não têm rosto.


Só restos.


E você —

o que sobra de você?


Além do vazio,

além da carcaça,

além do dia inevitável

em que vai ter que encarar

a podridão

que chama de vida?


— Lí Rubra, em ruptura

domingo, 26 de abril de 2026

EDITORA MERDA NA MÃO.

Por Gutemberg F. Loki


Neste mundo imundo

Desses viveres descartáveis 

Onde como moscas toscas

Crescem valores miseráveis


Há quem luta e desfruta

De sentimentos insaciáveis

Onde quem acredita, fita

Em espíritos invulneráveis


No suor da Editora Merda na Mão

Vencendo obstáculos incontáveis, 

Ecoa a voz de quem não vem à toa

Sempre publicando os impublicáveis!





quinta-feira, 23 de abril de 2026

Editora Merda na Mão: 6 Anos Inflamando a Insurgência do Gueto


 


23 de abril — Dia Mundial do Livro

Hoje é o tal do Dia Mundial do Livro.

23 de abril.

Escolheram essa data porque morreram uns nomes phudidos da literatura, tipo William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

Mas vamos direto ao ponto:

a gente caga pra qualquer tipo de data.

Só que também não dá pra ignorar completamente num país que caga ainda mais pra cultura do que a gente pra calendário.

Então fica esse registro atravessado mesmo.

Porque se tem uma coisa que ainda não conseguiram domesticar direito é a leitura.

Ler é perigoso.

Ler dá trabalho.

Ler desmonta certezas idiotas.

Leitura é antídoto contra burrice, contra mediocridade e contra esse looping infinito de conteúdo vazio que empurram goela abaixo todo dia.

E é nesse meio desse caos que a Editora Merdas na Mão segue de pé.

Abril de 2026: seis anos de existência e resistência.

Seis anos fazendo livro na marra.

Seis anos sobrevivendo na insana disciplina, na insistência e na teimosia.

Quem acompanha o blog sabe: a gente tenta postar todo dia. Nem sempre rola. A realidade atropela, o tempo esfarela, a sobrevivência cobra.

Desde o dia 12 de abril, nosso aniversário, a gente abriu outra frente: juntar vídeos de leitores, autores, parceiros e parceiras que somam com a editora.

A galera mandou salve. Mandou força. Mandou palavra.

foi phodaaaaaaaaa!!!!!!!!

Isso virou combustível.

E por isso o blog deu uma respirada esses dias — não por desistência, mas porque a gente tava trabalhando nisso.

Os vídeos estão saindo no Instagrado da editora e no YoTubodigestivo.

Depois vem um material maior, juntando tudo.

Hoje não dava pra ficar em silêncio.

Porque livro ainda é trincheira.

E a Editora Merdas na Mão segue no subterrâneo: publicando o que incomoda, o que cutuca, o que não pede autorização.

A gente não pede licença.

A gente não se adapta.

A gente cospe no status quo.

Se você tá aqui, é porque você é exceção!! 

Só segura um pouco a ansiedade: já já a gente volta com as postagens diárias.

Até lá, seguimos.

Nós por nós.

Coletividade.

Autogestão.

E livro como arma.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Rompendo o silêncio

Somos um grão de areia 

nesse mundo de preconceito, 

violência e desigualdade.

As flores enfeitam a morte, 

o sangue derramado revela a sua fluidez.

E ainda assim, insistimos em brotar,

mesmo no solo árido da injustiça.

Há raízes que não se calam,

há vozes que rompem o silêncio

como trovões em céus cansados.


A  voz não que se cala é a voz do gueto, 

é a voz sem medo, armada e engatilhada 

e apontada contra o preconceito;

Contra aqueles que foram eleitos 

e hoje armados de papel e caneta querem nos derrubar, nos calar.

Mas não vão, porque somos guerreiros 

e guerreiros, 

juntos contra o estabelecido 

e estrutural preconceito.


Dueto de residência:

Clarisse da Costa 

Cedric de Oliveira Felipe

sábado, 11 de abril de 2026

3ª LIVE INFLAMANDO O 5º ELEMENTO DO HIP HOP — Episódio com Diego El Khouri

 

3ª LIVE INFLAMANDO O 5º ELEMENTO DO HIP HOP


Apresentação: Rodrigo Ktarse e Igor CDO 


Diálogos sobre arte subversiva e subterrânea, com o convidado Diego El Khouri, artista visual e protagonista da Editora Merda na Mão. 


🔥 Esta edição acontece em uma data simbólica: no mesmo dia em que a Editora Merda na Mão completa 6 anos de existência e resistência, publicando os impublicáveis e fortalecendo a cena independente.


Data: 12/04/2026

⏰ Hora: 15h

Instagram: @igorrocha_rap


“Conhecimento é resistência!"



quinta-feira, 9 de abril de 2026

Endoparasita adquiriu: O Filósofo da Maconha — e de quebra, zines e caricatura

 


Endoparasita, tecladista da Realife — banda entrevistada por Fabio da Silva Barbosa no zine Reboco Caído e também presente em vídeos da Editora Merda na Mão — adquiriu a HQ O Filósofo da Maconha.


E como aqui é na base do corre independente: levou junto zines de brinde e uma caricatura personalizada na primeira página.


                Adquiriu o quadrinho, ganhou o desenho. Simples assim.


Quer ter sua caricatura também? É só adquirir a HQ. 

São 126 páginas de lisergia e loucura. 

 

Interessou?


Envia mensagem  no e-mail editoramerdanamao@yahoo.com 


* Endoparasita também é um grande ilustrador — conexão direta entre som, traço e vivência.


Nós por nós. Coletividade e autogestão.


Seguimos publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.