Olha aí, malucos e malucas: Cautar, artista visual de Carmo, Rio de Janeiro, é mais um leitor que chegou até a Editora Merda na Mão através da nossa própria rede de leitores.
Depois de conhecer nosso trabalho, Cautar adquiriu um exemplar de O Filósofo da Maconha, HQ com roteiro de Fabio da Silva Barbosa e desenhos de Diego El Khouri , e gravou um vídeo mostrando o material que recebeu:
É justamente esse tipo de circulação que fortalece uma editora independente: um leitor conhece, recomenda para outro, o outro conhece, acompanha, compra, lê e ainda registra o que recebeu.
E aqui existe uma parada muito phoda da Editora Merda na Mão: quem adquire o quadrinho ganha uma caricatura na primeira página, feita por nós. E com o Cautar não foi diferente. Ele inclusive escolheu a foto a ser retratada.
O Filósofo da Maconha tem 126 PÁGINAS, um trampo de fôlego.
Ainda temos os últimos exemplares.
R$ 65 com frete incluso.
Pix: 02098805110
Para adquirir, envie o pagamento via Pix e mande o comprovante por mensagem ou pelo e-mail: editoramerdanamao@gmail.com
______
Poema de Cautar, artista e leitor da Editora Merda na Mão:
Não consigo parar de me revirar.
Sou um crocodilo,
acabei de morder uma presa,
agarrado no meu instinto incurável,
abocanhando os sonhos e girando.
O mais escamado e desajeitado possível,
impulsivo, não solto. Às vezes levo para baixo,
afundo nas águas escuras para asfixiar meu sonho.
Meu recurso é mínimo,
não uso terno como os pinguins,
não danço no baile nem canto de galo,
não migro como essas presas,
mas tenho fome.
Na lama,
rastejo parecendo lerdo, inofensivo e com lágrimas nos olhos.
Sou o mais gordo e tímido,
mas tenho fome.
Estou sempre à espreita, submerso,
sempre observando.
O que eu posso fazer é nadar devagar,
atento aos gansos, veados e pombas.
Vejo um pavão com suas penas e instituições culturais prometendo gentilezas e favores,
mas quando chega o dia da festa, os contratos são sempre para os pássaros raros migratórios,
de raças valorizadas pela mídia.
Eles passam, a brisa leva o capital embora.
As hienas riem da minha cara desengonçada.
Figuras como eu estão sempre com fome.
Na espreita, ainda rastejando na lama,
esperando por esses distraídos,
sigo meu instinto
com um ato explosivo.
Sigo um plano
e seguro o sonho
entre os dentes.
********
Editora Merda na Mão — publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.

























.jpeg)


.jpeg)





.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)







