quarta-feira, 8 de abril de 2026

KTARSE – INDIGESTOS E INDOMÁVEIS – ÁLBUM 2026 / Divulgando novo lançamento dos parceiros do rap combativo

 

KTARSE , após 5 anos do lançamento do seu último álbum de estúdio, disponibiliza o seu mais novo MANIFESTO INSURGENTE: 5° álbum INDIGESTOS E INDOMÁVEIS. O projeto promete dar continuidade ao que o grupo nesses quase 30 anos de engajamento no Movimento de Hip-Hop, tem potencializado através de rimas inflamadas com fúria e ódio ao capitalismo, Estado e todas as formas de opressão disseminadas nas periferias. O álbum está municiado de Rimas indigestas e com críticas ao sistema capitalista com uma densa e intensa sonoridade. O título, INDIGESTOS E INDOMÁVEIS, já anuncia que as músicas vieram para provocar, incomodar e não se submeter a padrões da indústria cultural e suas futilidades que aprisionam a mente do povo do gueto. As letras reafirmam a consciência de classe e a potência rebelde, furiosa, contestadora e anárquica do grupo.

Com esse novo álbum, o Ktarse segue consolidando seu espaço no cenário do rap combativo, mostrando que sua arte vai além do entretenimento — é também uma ferramenta de reflexão, resistência e luta dos CRÔNICOS SOCIAIS.

A produção/mixagem/masterização dos álbuns é feita de forma autônoma no “nós por nós”. As letras e a produção sonora são elaboradas por Rodrigo e Leal. Os integrantes do grupo tem uma trajetória de luta e resistência junto a diversos movimentos sociais. Também estão engajados em organizar atividades culturais e debates em espaços públicos e coletivos de luta anticapitalista, assim como fazem palestras sobre a questão racial, social e política em escolas, sistema prisional e coletivos de inspiração libertária. 

. “Somos a continuidade e seguimos a principiologia do RAP  dos anos 90, nosso RAP potencializa as vivências e os saberes de quebrada, lapidando nos livros subversivos vamos construíndo trincheiras de rebeldia e resistência dos fudidos através do rap combativo.”

KTARSE – INDIGESTOS E INDOMAVEIS – ALBULM 2026


https://www.youtube.com/watch?v=WgTgKms_AWA

terça-feira, 7 de abril de 2026

Filhos do nada

Por Pisico


A saga de jovens ébrios 

sufocados pelo tédio 

Filhos do nada

Atravessando a madrugada 

Entre goles e tragadas

Armados de palavras sujas

Jogando fumaça para o alto

Vazios de significado 

Compartilhando uma garrafa de bebida barata 

Desejando uma trepada

Contemplando a alvorada

Após uma puta noitada

Sou Luigi Luchene 

Esfaqueando aristocratas 

Um regicida, um mártir 

Talvez um psicopata

Devaneios de um bebum 

Muito louco numa praça 

Naquela passeata 

Bebi um vinho de cinco litros com a rapaziada

Fizemos um libera catraca

Policiais, vê se desembaça

Enquanto ando de skate

Vou dropando lindos bombs nas paredes 

No pixo reto, xarpi, grapixo me arrisco

Nas ruas vejo o mendigo comendo no lixo



segunda-feira, 6 de abril de 2026

Editora Merda na Mão: A trajetória de quem publica os impublicáveis

 


Postamos no canal do YouTubodigestivo da Editora Merda na Mão um trecho da fala do escritor Fabio da Silva Barbosa — editor do clássico zine Reboco Caído e um dos criadores dessa engrenagem maldita — rasgando a trajetória de uma editora que nasceu para publicar os impublicáveis.


Aqui não tem verniz.

Aqui é literatura cuspida na cara do status quo.


Quer entender de onde vem esse barulho?


Cola no canal, assiste, e mergulha nessa loucura:




sábado, 4 de abril de 2026

NECROPOLÍTICA — lançamento do lyric video da banda CORJA



 “Para proteger o estado de direito contra o terror, considera-se que deve-se cometer violência contra a lei, ou devemos constitucionalizar o que apenas ontem era visto como uma exceção ou como pura ilegalidade.”

(Achille Mbembe, em Necropolítica)

O EP/lyric video Necropolítica, do Corja, foi lançado no dia 01 de abril (dia da mentira), ao meio-dia — e agora estamos divulgando aqui no blog da lisérgica punk Editora Merda na Mão.

Produzido pelo @motimunderground, a música e o vídeo falam por si só sobre como a máquina do Estado tem sido constantemente usada para matar a população — e como nossas vidas correm risco em todos os lugares, o tempo todo.



Confira o vídeo:

https://youtu.be/wfkEjq6O5wI⁠�


“Necropolítica” integra o álbum ...E Tudo Vai Piorar, do Corja, que estreou no dia 01/04 ao meio-dia no YouTube da @tbontbrec.

O álbum está disponível em CD em um lançamento coletivo dos selos — fortaleça o underground e garanta o seu:

@tbontbrec

@bradorecords

@tgrsounds

@undershowsbr

@tufo.d.i.y

@tu.pankrecords

@tocaiaselo

@discosbacural

@noisefetodistro

@xisteceproductions

@terceiromundochaos




sexta-feira, 3 de abril de 2026

Subjetivamente

 Por Pisico


Pobreza de emoções 

Miséria de sensações 

Imerso em recordações 

Nostalgia de outros verões 

Ruminando minhas frustrações 

Digerindo decepções 

Ideação suicida às 5hs da matina

Dois cigarros no maço 

Na mente tristeza

Consumido pelo breu da vida e a rotina

Mais um rap sem refrão é o que liga

Ritmo lofi e poesia subjetiva

Somente as drogas curam a fadiga

Alegria de viver no momento perdida

Afirmação da morte como caminho para o sublime 

Frase roubada de um filme triste

Qual vai ser o programinha?

Dinheiro compra imprescindível companhia 

Mulher da noite suja

Vadia de muitos 

Puta de ninguém 

Se despe, fode, vaza e passar bem

quarta-feira, 1 de abril de 2026

OBEDIÊNCIA NÃO NASCE, É PLANTADA

 Por Cris Roots


Me disseram abaixe a cabeça antes mesmo de eu aprender a andar.

Me ensinaram silêncio como virtude e medo como forma de amar.

Chamaram de ordem o que era controle e de respeito o que era opressão.

Me vestiram correntes de normalidade e chamaram de educação.

Mas eu vi no fogo das ruas que nem toda regra é razão.

Que há grito guardado em cada peito esperando virar revolução.

O que foi aprendido, pode ser quebrado, o que  foi imposto, pode ruir.

Porque consciência não aceita jaula quando decide existir.

Desobedecer é lembrar que ninguém nasce pra se curvar, é rasgar o roteiro imposto e a própria história reescrever, sem pedir pra passar.

Porque quando o medo desaprende e a coragem começa a falar até o sistema mais rígido começa, aos poucos, a desabar.


Poesia e Molotov




segunda-feira, 30 de março de 2026

Onde tudo começou: o quadrinho punk lisérgico na casa da professora que despertou o pensamento crítico


Dessa vez, O Filósofo da Maconha aterrissou em um lugar muito especial — um espaço que faz parte da formação de um dos envolvidos nessa história em quadrinhos  punk lisérgica, nascida para incomodar e libertar a mente: a casa da professora Sandra Silveira.

Professora de português, sempre incentivou a leitura e o pensamento crítico. Filha de outra docente, hoje falecida, Dona Malta, Sandra construiu uma forma de comunicação inteligente e diferenciada com os estudantes. Sempre se atualizando, observando novas tendências e evitando se prender ao passado.

Diego El Khouri, roteirista da graphic novel chapada, é grato por todo o incentivo e tem grande respeito por essa professora que tanto o instigou ao longo do ensino médio, no Colégio José Rodrigues Naves, em Goianira — uma cidade do interior de Goiás e que marcou profundamente sua jornada.




Na primeira página da HQ, como de costume, quem adquire  o quadrinho ganha uma caricatura, e com a professora não foi diferente. Diego já tinha a desenhando anos atrás, aos 16 anos de idade; um desenho recentemente resgatado.




E abaixo a caricatura feita na HQ:


...Uma professora adquirir um quadrinho com esse peso mostra a cabeça boa que ela tem...






Valeu, professora!!!!!

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Título: O Filósofo da Maconha 

Roteiro: Fabio da Silva Barbosa 

Desenho: Diego El Khouri 

Formato: 29,5 x 21 cm 

Páginas: 126 

Ano: 2024

domingo, 29 de março de 2026

Vagabundos do Dharma, malditos chapados

 Por Edu Planchêz Maçã Silattian 


Escrevendo esse confessar 

nas linhas do wtzp de Diego el Khouri, 

a fórmula q uso revelada ser, 

nunca, saindo do Rio pra sampa

governado pelas algas ( eu )


Cá no terminal Tietê estou,

adorado habitante dos intensos,

que a brisa dessa manhã Cleópatra absorva

de nossos talentosos olhos

a realeza e o reles

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( edu


* Foto: Edu Planchêz visitando o ateliê de Diego El Khouri; Freguesia, Rio de Janeiro (RJ), 2014

sábado, 28 de março de 2026

Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela — o impacto no Museu das Bandeiras levou à prorrogação da exposição


 

A exposição Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela segue em exibição na Cidade de Goiás até o dia 17/04 — e, devido ao sucesso da mostra, teve seu período prolongado — ampliando esse ciclo potente de encontros, trocas e atravessamentos entre arte, ancestralidade, museu e rua.




A mostra mergulha na força do hip-hop goiano, atravessando memória, identidade e transformação — uma expressão que nasce na rua, reverbera na arte e ocupa espaços, tensionando estruturas e abrindo novos caminhos.


Ainda dá tempo de sentir essa presença pulsando de perto.


Artista: Diego El Khouri

 Produção cultural e curadoria: Lívia Batista



 Site oficial com a pesquisa e as obras do projeto disponível:

 https://laborarteunicamp.my.canva.site/hip-hop-em-tela-site


















* No Museu das Bandeiras, antigo espaço de repressão e encarceramento, ecoa uma história brutal marcada pela violência contra corpos escravizados. Hoje, essa mesma estrutura abriga vozes que resistem — e o hip-hop se inscreve ali como continuidade dessa memória: denúncia, ancestralidade e permanência.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Da sarjeta ao acervo: O Filósofo da Maconha agora na coleção do vocalista da clássica banda punk Cama de Jornal






Chegou a Vitória da Conquista (Bahia) um verdadeiro arsenal pesado vindo do subterrâneo, direto da casa de uma lenda viva do underground: Nem Tosco Todo, vocalista da clássica banda Cama de Jornal e uma das figuras mais importantes da cena independente brasileira.

Nem é um grande parceiro da Editora Merda na Mão. Inclusive, em seus dois últimos livros — Estamos Mais do que Vivos e Diálogos Imaginários e outros escritos (lançados pela Editora Dando a Letra e Tosco Todo) — fomos apoiadores contraculturais dessas obras surpreendentes, que também revelaram ao mundo seu lado literário.




Seu primeiro livro foi a biografia de 352 páginas intitulada Vagando por Aí, publicada em 2023. Em sua turnê por Goiânia, Nem trocou materiais com a Merda na Mão, na pessoa de Diego El Khouri — ocasião em que a editora expôs sua banquinha punk lisérgica no evento promovido pela Two Beers or Not Two Beers Records.



Foi nesse encontro que surgiu o convite para que a editora ajudasse Nem a impulsionar essa nova linguagem pulsante de sua existência: a literatura.



* Na foto Diego El Khouri & Nem Tosco Todo


Nem ficou muito interessado em adquirir a HQ O Filósofo da Maconha. Enviamos pra ele, passou dias e dias, semanas e nada do material chegar. No site do correio só informava a data que saiu de Goiânia... Até que no rastreamento  apareceu uma informação absurda: o remetente autorizou destruir. Fui no correio e os próprios funcionários nunca viram nada parecido. Não consegui resolver isso. Tive que reenviar e enfim felizmente dessa vez chegou.






A Editora Merda na Mão respeita pra caralho a trajetória desse maluco, que faz da própria vida uma forma de resistência artística e cultural. Um agitador cultural de verdade, dos mais foda.

Pra gente, essa parceria é uma honra. Uma puta honra.


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No Youtubodigestivo o show que celebrou o encontro da Editora Merda na Mão com a banda punk Cama de Jornal:






Nascido em Vitória da Conquista, Bahia, Emanuel Moraes, conhecido como Nem Tosco Todo é vocalista da banda de punk rock Cama de Jornal e tem um projeto paralelo chamado Nem Tosco Todo e as Crianças Sem Futuro.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Poema incluido no livro DESHUMANISMO EM DISSONNETTO, publicado pelo sello Merda na Mão.

 Por Glauco Mattoso



JUSTIÇA POR PREMISSA [3248]
A scena, na politica, alguem teme.
Tentou se excafeder, mas foi, coitado,
cercado pelo povo o deputado.
Rendeu aquelle caso muito meme.
É typico do povo brazileiro:
Sahindo da butique, o reconhesce
alguem que grita: "É elle, o mensaleiro!"
E é como si na guerra elle estivesse.
Primeiro, uns empurrões, daqui e dalli.
Um murro elle revida, mas recebe
ja muitos. Accossado pela plebe,
bambeia e até nas calças faz chichi.
E segue-se o ridiculo ropteiro:
Emfim desequilibra-se: paresce
um sacco sob o chute que, certeiro,
um corte abre na bocca que faz prece.
Nem grita mais. Nem chora mais. Nem geme.
Lynchado a ponctapés, ninguem seu brado
attende, por soccorro: "Era um saphado!"
O corpo quer a Casa que se creme.
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terça-feira, 24 de março de 2026

O Filósofo da Maconha agora integra o acervo de Anita Costa Prado, criadora da Katita, personagem clássica dos quadrinhos brasileiros


O Filósofo da Maconha pousou no caos de São Paulo, no lar de uma roteirista relevante da cena dos quadrinhos nacionais: Anita Costa Prado, criadora de Katita, personagem clássica das tiras brasileiras — e não chegou sozinho. Levou consigo alguns zines publicados pela Editora Merda na Mão, além do zine O Berro, publicado pelo camarada Winter Bastos, que fazemos questão de  espalhar por aí.






Título: Blasfemo nr. 2
Editor: Diego El Khouri
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 12
Arte da Capa: Diego El Khouri
Ano: 2022




Título: Blasfemo nr. 3
Editor: Diego El Khouri
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 12
Arte da Capa: Diego El Khouri
Ano: 2024



Título: Religare

Autor: Ningu3m

Prefácio: Fabio da Silva Barbosa 

Formato: 14 x 21 cm 

Páginas: 12

Ano: 2024

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Título: O Berro nr. 36
Editor: Winter Bastos
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 16
Arte da Capa: Winter Bastos
Ano: 2024


* Katita, personagem roteirizado pela Anita, se afirma como uma personagem de resistência: lésbica, crítica e direta, que usa o humor para tensionar preconceitos e confrontar posturas homofóbicas. É aí que reside a importância do quadrinho — não apenas como entretenimento, mas como ferramenta de enfrentamento e posicionamento dentro da cena dos quadrinhos brasileiros.


Esse viés mais provocativo aparece, inclusive, no zine “Fala aê, porra!!! nº 1”, de Diego El Khouri, publicado há cerca de uma década, onde uma dessas tiras explicita essa postura combativa:





E vale lembrar: quem adquirir O Filósofo da Maconha — um quadrinho de fôlego, com 126 páginas, roteiro de Fabio Barbosa e desenhos de Diego El Khouri — recebe uma caricatura personalizada na primeira página, espaço pensado justamente para esse tipo de intervenção artística, acompanhada de uma dedicatória.

E, claro, não poderia ser diferente: no exemplar recebido por Anita, está lá a caricatura dela:



E é uma honra para nós, da Editora Merda na Mão, ver um quadrinho feito com tanto suor e dedicação integrar o acervo de uma figura tão importante no cenário da arte brasileira. Pra a gente, isso é uma grande satisfação!