Somos um grão de areia
nesse mundo de preconceito,
violência e desigualdade.
As flores enfeitam a morte,
o sangue derramado revela a sua fluidez.
E ainda assim, insistimos em brotar,
mesmo no solo árido da injustiça.
Há raízes que não se calam,
há vozes que rompem o silêncio
como trovões em céus cansados.
A voz não que se cala é a voz do gueto,
é a voz sem medo, armada e engatilhada
e apontada contra o preconceito;
Contra aqueles que foram eleitos
e hoje armados de papel e caneta querem nos derrubar, nos calar.
Mas não vão, porque somos guerreiros
e guerreiros,
juntos contra o estabelecido
e estrutural preconceito.
Dueto de residência:
Clarisse da Costa
Cedric de Oliveira Felipe







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