Por Ivan Silva
Dar o melhor de si
Ao mesmo tempo é o máximo
E é também o mínimo
* Postado originalmente no blog https://atunalgun.blogspot.com/
Publicando os Impublicáveis - editoramerdanamao@yahoo.com
Por Ivan Silva
Dar o melhor de si
Ao mesmo tempo é o máximo
E é também o mínimo
* Postado originalmente no blog https://atunalgun.blogspot.com/
O talentoso músico Renato Oliveira recebeu essa semana, no seu trampo no Correios em Goianira, interior de Goiás, um pacote nada comum.
Dentro dele: O FILÓSOFO DA MACONHA.
Além dos zines de brinde, recebeu também a caricatura personalizada e a dedicatória na primeira página — porque aqui quem adquire entra na obra.
E não é qualquer publicação.
126 PÁGINAS de fôlego.
Roteiro de Fabio da Silva Barbosa, desenhos de Diego El Khouri e prefácio de Ciberpajé.
Tem algo simbólico nesse trajeto: Goianira também atravessa a formação de um dos envolvidos no quadrinho, o outsider Diego. Parte da vida foi vivida ali — e agora a história retorna em papel, circulando justamente pelas mãos de quem trabalha fazendo mensagens viajarem.
A Editora Merda na Mão segue publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.
Papel em trânsito.
Ideia em movimento.
***
Lívia Batista, artista de muitas camadas, atravessa o território punk lisérgico da Editora Merda na Mão não apenas para organizar páginas, mas para reorganizar pulsos. Chega primeiro pelas bordas — nas diagramações — dando corpo à poesia cortante de Coração Enrolado em Arame Farpado & Outras Tretas Rolando, de Gutemberg F. Loki, e ao fôlego gráfico de HQ XXI, de Diego El Khouri, um quadrinho de 220 páginas prestes a ganhar o mundo. Mas para quem mergulha inteiro, diagramar nunca é só alinhar margens — é entrar na engrenagem da linguagem.
No YouTuboDigestivo e no Vão Ateliê, projeto que divide com Diego, ela amplia o gesto e assume roteiro, edição e apresentação do programa Histórias Absurdas da Arte, costurando crítica, ironia e memória num discurso que provoca a cena artística. Artista atenta, intensa por natureza, Lívia não ocupa espaços — ela tensiona, articula e faz vibrar.
******
Eis aqui os 10 primeiros episódios:
Histórias absurdas da arte # 1 — Roubaram o corpo de Charles Chaplin
https://www.youtube.com/shorts/FJ7W0GpRgpI
Histórias Absurdas da Arte # 2 — Van Gogh e a Violência do Reconhecimento Tardio
https://www.youtube.com/shorts/EfLcX_NjE3w
Histórias Absurdas da Arte # 3 — Dalí e o Tamanduá em Paris
https://www.youtube.com/shorts/csDyZNpTl2g
Histórias Absurdas da Arte # 4 — Em 1917, Duchamp assinou um mictório e chamou de arte
https://www.youtube.com/shorts/4EQj6i4ddpQ
Histórias Absurdas da Arte # 5 — Judith Leyster: a pintora que a história tentou apagar
Histórias Absurdas da Arte # 5 — Judith Leyster: a pintora que a história tentou apagar
Histórias Absurdas da Arte # 6 —Banksy produz crítica feroz ao sistema ou é a manutenção do sistema?
https://www.youtube.com/shorts/OpSg1ziVBFA
Histórias Absurdas da Arte # 7 — A Banana, a Ideia e o Absurdo do Mercado Capitalista
https://www.youtube.com/shorts/KZx9fV2SshA
Histórias Absurdas da Arte #8 — O quadro que foi roubado… e virou o mais famoso do mundo
https://www.youtube.com/shorts/k567eGsHlUo
Histórias Absurdas da Arte #9 — A profecia sombria de Andy Warhol
https://www.youtube.com/shorts/F6mkJThAeAk
Histórias Absurdas da Arte 10 — Encheu galerias com lixo e objetos descartados
https://www.youtube.com/shorts/njd-fTY_Mxg
Esse programa é um mergulho em histórias insólitas, curiosas e absolutamente absurdas da história da arte — artistas, obras e episódios pouco conhecidos que borram a fronteira entre criação e loucura.
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Celebrar os 10 primeiros programas de Histórias Absurdas da Arte é celebrar a força criativa de Lívia Batista.
Minha gratidão pela parceria generosa, crítica e luminosa nessa empreitada.
Lívia transforma pesquisa em pulsação e história em vertigem.
Que venham muitos outros absurdos — com o talento inquieto que é a sua marca.
* Lívia Batista é produtora cultural e pesquisadora, com atuação na criação e gestão de projetos nas áreas de arte e cultura contemporânea. É idealizadora do Festival de Vídeo e Dança D'Olhar e fundadora da Mova-se Projetos Culturais, desenvolvendo ações de curadoria, formação e difusão artística. Atua na coordenação, produção executiva e articulação de iniciativas culturais independentes.
“Pra que servem os Correios? # Episódio 48” está no ar!
Direto do canal do youtubodigestivo da Editora Merda na Mão!
Depoimento surpreendente que tivemos no vídeo do canal sobre esse material:
Esse episódio é sobre troca, correio, resistência e cultura impressa circulando de mão em mão.
Se você acredita na força dos zines e na importância do correio público, assiste até o fim, comenta e fortalece a cena independente:
Por Fênix 33
Tá no ar meu primeiro álbum de poesias musicadas pelo meu mano CarbonKid87 pelo projeto DEGRADAÇÃO intitulado:
DEVANEIOS SINCEROS - PRIMEIRO TESTAMENTO
Disponível no link: https://projetodegradacao.bandcamp.com/album/devaneios-sinceros-primeiro-testamentoĺ
Devaneios Sinceros não é só um álbum de poesias musicadas, mas o roteiro subjetivo poético de uma "Novela Mexicana", dramática até a última ponta...
Que é a minha vida!
Minha poesia é feita de dor e sonho vivo, relatando essa fatídica jornada nessa guerra interplanetária de sobrevivência... Que deixam a Deus Guerreira aqui, bem exausta... Tipo cinzas...
Entretanto, porém, todavia...
Ressuscito pela força da revolta!
Tacando fogo, e tocando terror no sitema artisticamente...
Justiça pela arte é o meu lema!
Antiproibicionismo, Revolução 4:20
Divago nas trincheiras...
E te convido caro ouvinte, a adentrar ao universo caótico dos meus Devaneios Sinceros...
Oito faixas desse álbum foram gravadas durante minha última internação hospitalar, capítulo repetido, eu continuo no limbo, mais uma grande morte no roteiro...
Mas também continuo sonhando...
As últimas duas faixas já foram gravadas em casa, reafirmando meu sobrenome resiliência!
Nunca pare de sonhar! Nunca pare de lutar!
Eu sei que nessa vida tudo vai passar...
Mas a minha arte...
Ah essa vai ficar...
Bora divagar nos Devaneios Sinceros - Primeiro Testamento?!
Fênix 33
4:20
https://www.instagram.com/p/DU_4wqdAZDR/?igsh=NDQzZGFzYnV6NHph
Devido à insana luta pela sobrevivência — essa tragédia cotidiana que atravessa quem insiste em criar fora do sistema — o lançamento da HQ XXI será adiado em 1 mês.
Não é recuo.
É resistência.
Trata-se de um trabalho de fôlego: 220 PÁGINAS sobre o século sinistro.
Um mergulho brutal no nosso tempo, sem concessões, sem anestesia.
Roteiro e desenho: Diego El Khouri,
o outsider da galáxia de Parnaso.
A arte continua. Mesmo sob escombros.
EDITORA MERDA NA MÃO
Publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.
Quadrinho lisérgico, punk, chapado — um manifesto impresso contra a caretice e a favor das liberdades individuais.
E ainda tem o puta prefácio do múltiplo ciberpajé, o mago da aurora pós-humana, abrindo os portais da HQ com sua visão expandida entre arte, resistência e crítica contemporânea.
Estamos com os ÚLTIMOS EXEMPLARES.
Depois disso, só em sebo, na mão de colecionador ou na memória alterada de quem garantiu o seu.
CORRE QUE DÁ TEMPO, maloquerada.
Ainda restam alguns. Poucos.
Depois acabou, virou lenda de mesa de bar.
126 páginas. Alucinadas. Chapadas.
50 reais na mão ou 60 via correio.
E tem mais:
Quem comprar não leva só o quadrinho.
Leva também:
Uma caricatura exclusiva — você mesmo(a) virando personagem, eternizado(a) na nossa galeria de desviantes ilustrados.
Ou você entra na história…
ou fica só assistindo.
🔥 Ainda temos exemplares da HQ O FILÓSOFO DA MACONHA🔥
126 PÁGINAS DE FÔLEGO 💥💨
Roteiro brutal do Fabio da Silva Barbosa, desenho punk de Diego El Khouri e prefácio do mago Ciberpajé.
Uma HQ que vomita a realidade nua e crua, misturando visão psicodélica com cada instante mais intenso e insano — impossível ficar indiferente!
R$ 50,00 na mão | R$ 60,00 via correio
Pix: 02098805110
Confirme o pagamento: editoramerdanamao@yahoo.com
Por Clarisse da Costa
Nem o toque, nem o hoje,
nem o ontem — tudo se perdeu
numa história de fragmentos
que o tempo jamais reconheceu.
E se por amor você existiu,
por ódio deixou de existir.
Cada palavra, cada promessa,
faço questão de sufocar.
Deixo por escrito o adeus
sem permitir-me te olhar.
Há cerca de três anos, a HQ O Filósofo da Maconha atravessou o Atlântico e passou a integrar o acervo europeu de Danihell Slaughter, figura central da Murder Records. Um gesto de violência cultural direta: a contracultura gráfica brasileira inscrita no território do underground internacional.
Na mesma fase, o zine Rancoroso Manifesto Regado com os Venenos de um Grinder Filho da Puta Cheio de um Puro Ódio Rançoso Devidamente Vomitado, Mijado e Cagado Para Cima de Vocês Todos, primeira publicação da Editora Merda na Mão, surgiu a partir de entrevista conduzida por Fabio da Silva Barbosa com Danihell Slaughter e ganhou também edição em holandês, consolidando o diálogo direto entre Brasil e Europa fora de qualquer circuito domesticado.
A Murder Records, fundada em 1999 em Portugal e sediada na Holanda desde 2001, já era — e segue sendo — referência mundial em Death Metal e Grindcore, operando com brutalidade estética, independência total e uma raiva sanguínea que conecta Metal, Punk e Noise sem pedir licença e cuspindo no status quo.
Em 2020, ainda no primeiro ano da editora, Diego El Khouri realizou uma entrevista de 5 horas e meia com Danihell Slaughter no programa Deu Merda, exibido no canal do YouTubedigestivo — um registro raro de alguém que quase nunca fala em entrevistas.
Essa aproximação extrapolou o campo editorial. Danihell participou de duas faixas do EP Noise Experimental Performático Poético (https://www.youtube.com/watch?v=eTVKefPGSHM&list=PLEBhB9jtXmRp_QS7OsU9vyTzpTHamXg8B), do War Brain, projeto de anti-música de Diego e Fabio , estendendo a colaboração para o território do ruído, da performance e da negação formal da música.
Dessa troca nasceu a CADAVERIC NOISE BIBLIOTHEC, parceria entre a Editora Merda na Mão e a Murder Records, hospedada no site da Murder (https://www.murder-records.eu/), reunindo livros e HQs underground para download, preservando e espalhando a memória do subterrâneo gráfico internacional.
E assim a luta segue...