Peço licença para apresentar o vídeo da banda Quilombo para a música “ Semi – Deusas “ , da banda de death metal QUILOMBO, se possível dê uma assistida e repassem para quem achar relevante.
Para ouvir o Ep na íntegra, segue o link anexo também.
Com alegria divulgamos a programação da 2a Feira do Livro Anarquista do ABC!
Venha debater, "fanfarrear", curtir um teatro, comer , fazer arte e zine e conhecer o que já tem lançado de livros, zines e materiais libertários, vai ser bem da hora!!!
A feira acontece no PMMR Projeto Meninos e Meninas de Rua dia 05/07, lugar histórico de resistência e luta do ABC. Com abertura às 11h e última atividade às 18h!
José Zinerman Nogueira (@zinejirau ), direto da selva de pedra esmagadora e dilacerante de São Paulo, retratado em caricatura pelo artista visual Diego El khouri , um dos criadores da Editora Merda na Mão .
Desde os anos 1970, Zinerman vem construindo uma trajetória essencial na cena underground brasileira. Foi um dos pioneiros no registro da contracultura nacional por meio de vídeos gravados e distribuídos em VHS, muito antes da internet. Um verdadeiro arquivo vivo da produção alternativa do país.
Abaixo, a entrevista que Diego El Khouri realizou com o Homem-Zine uns anos atrás:
Uma das vozes mais radicais, provocadoras e singulares da literatura brasileira, Glauco transformou a irreverência, a sátira e a experimentação em marcas de uma obra incontornável.
A Editora Merda na Mão tem a honra de integrar essa trajetória com a publicação de Arachnophobia (2021) e Deshumanismo em Dissonetto (2022), ambos com arte de capa de Diego El Khouri.
Parabéns, Glauco Mattoso. Que sua poesia continue desafiando convenções, inquietando leitores e expandindo os limites da literatura brasileira.
* Entrevistas clássicas que Diego El Khouri fez com Glauco Mattoso:
Hoje recebi a notícia da partida do poeta Andrei, e ela me atingiu profundamente.
Tive a honra de vé-lo recitar poemas em alguns saraus pelo Rio de Janeiro, mas uma das lembranças mais vivas que guardo dele é da FLIP de 2019, em Paraty. Embora já o conhecesse dos saraus, foi lá que realmente começamos a conversar.
Ficamos hospedados no mesmo hostel. Eu costumava virar as madrugadas perambulando pelas ruas de Paraty enlouquecendo, pirando, absorvendo aquela atmosfera da cidade. Já o Andrei dormia cedo. 10 da noite já estava deitado. Ainda assim, quando eu acordava, ele já estava no quiosque de frente para a praia, depois do café, fumando um cigarro. Eu tomava meu café, acendia outro cigarro, e dali surgiam longas conversas sobre poesia, literatura, processo criativo e vida.
Sempre achei interessante esse contraste. Eu vivia a madrugada; ele vivia a manhã. Havia nele uma disciplina silenciosa que contrastava com uma escrita intensa, forte e pulsante. Talvez fosse justamente dessa tensão que nasciam seus poemas.
Também dividimos os mesmos palcos durante a FLIP, ao lado do pessoal da Fio Cultural Produções.
Andrei era um daqueles raros seres humanos que enriquecem qualquer conversa. Ele partiu, mas um poeta nunca morre. Enquanto seus versos forem lidos, sua voz continuará ecoando.
Valeu, Andrei, meu camarada. Nunca irei esquecer aqueles papos interessantes sobre poesia, processo criativo, arte, resistência cultural...
XXI — A Ópera da Desgraça não pede licença. Com 204 páginas, esta graphic novel mergulha no lado mais sombrio do nosso século e transforma a brutalidade cotidiana em linguagem visual. É uma obra que encara de frente o colapso, a violência, a alienação e os delírios que moldam a nossa época, sem anestesia e sem concessões. Faca esquartejando a carne.
Com roteiro e desenhos de Diego El Khouri, cada página funciona como uma pintura viva, construída entre o caos, a poesia e o desespero. É uma experiência gráfica intensa, onde palavra e imagem se fundem numa crítica feroz aos tempos bizarros em que vivemos. Poucas obras brasileiras ousaram ir tão longe. Menos ainda tiveram coragem de criar algo tão visceral e indigesto.
XXI — A Ópera da Desgraça é a 59ª publicação da lisérgica punk Editora Merda na Mão, reafirmando a proposta da editora de publicar aquilo que o mercado prefere ignorar: obras livres, incômodas e absolutamente impublicáveis para os padrões do conformismo.
Uma HQ que abre, sem anestesia, as chagas de um mundo apodrecido pelo vício da superexposição digital, pela violência brutal e escrota do fascismo que volta a ocupar as vitrines da história, por instituições transformadas em máquinas de moer gente, pela alienação que fabrica e fortalece preconceitos e por uma crítica social, moral e existencial tão feroz que nem o próprio autor é poupado.
O livro conta ainda com prefácio de Fabio da Silva Barbosa, escritor e editor do clássico zine Reboco Caído, e uma diagramação cuidadosa e poética de Lívia Batista, da Mova-se Projetos Culturais e do Festival Itinerante de Dança e Vídeo D'Olhar, potencializando a força estética da publicação.
Quem quiser adquirir seu exemplar pode acessar a loja da UICLAP. O quadrinho chega com segurança, direto na sua casa.
Chegou pelos Correios na casa de Emerson Oliveira de Carvalho (Rio de Janeiro - RJ), membro da banda Kapeta Reborn e leitor assíduo da Editora Merda na Mão , mais uma encomenda para alimentar o imaginário e a resistência cultural.
Desta vez, Emerson recebeu o quadrinho Renovaceno, de Ciberpajé , publicado pela Editora Merda na Mão. Com 68 páginas e produzido em 2021, durante o período da pandemia, o trabalho apresenta uma narrativa de ficção científica que dialoga com o universo pós-humano característico do autor. A obra atravessa questões ambientais, tecnológicas e existenciais, refletindo sobre transformações que já fazem parte do nosso cotidiano e apontando para cenários possíveis do futuro.
Junto com a HQ, também enviamos um bottom da banda Realife, grupo de horror punk do estado de Goiás e grande parceira da Editora Merda na Mão.
Seguimos na resistência, publicando os impublicáveis, divulgando os indivulgáveis e cuspindo no status quo.
Mais uma encomenda entregue. Desta vez, O Filósofo da Maconha chegou à casa do Gustavo Prado ( @slv_urso ) , leitor que acompanha e fortalece a caminhada da Editora Merda na Mão.
A primeira página do quadrinho é deixada em branco especialmente para a produção de uma caricatura e de uma dedicatória exclusiva para quem adquire a obra. E com o Gustavo não foi diferente.
O Filósofo da Maconha é um quadrinho punk, ácido e provocador. Uma obra que questiona certezas, desafia moralismos, critica a proibição da cannabis e vomita na cara do fascismo e em outras engrenagens enferrujadas do sistema.
Roteiro: Fabio da Silva Barbosa
Desenhos: Diego El Khouri
Prefácio: Ciberpajé
A caricatura do Gustavo está aí, ocupando a primeira página de mais um exemplar que saiu da trincheira editorial da Merda na Mão.
Últimos exemplares disponíveis.
R$ 50 na mão
R$ 60 com envio pelos Correios
Pix: 02098805110
Para falar conosco: editoramerdanamao@yahoo.com
Editora Merda na Mão
publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo, porra!
Emerson Carvalho é leitor assíduo da Editora Merda na Mão . Um daqueles raros sujeitos que realmente fortalecem a cena independente. Quase todos os dias divulga livros, zines, quadrinhos, camisetas produzidas pelo submundo. É um grande agitador cultural e incentivador das artes.
Foi através da Merda na Mão que ele conheceu o trabalho de Fabio da Silva Barbosa. Fabio entrevistou a banda de Emerson, a Kapeta Reborn , para o clássico zine Reboco Caído. Morando em Porto Alegre, Fabio enviou exemplares pelos Correios para a banda, que reside no Rio de Janeiro.
Os caras curtiram tanto aquele trampo de resistência cultural que xerocaram mais exemplares para espalhar pelo submundo das artes independentes. Isso é algo cada vez mais raro na cena underground: a real vivência do nós por nós, coletividade e autogestão.
E foda-se os caretas! Foda-se os reacionários!
Reboco Caído - zine que caminha para os 16 anos registrando e divulgando o que rola pelo subterrâneo.
Contato para adquirir esses matérias: fsb1975@yahoo.com.br
HQ biográfica com roteiro de Fabio da Silva Barbosa e desenhos de Diego El Khouri.
A trajetória de Frida Carla é uma história de sobrevivência, transformação, enfrentamento e luta pelos direitos das trabalhadoras sexuais.
Mas o próprio nascimento desta obra também carrega suas próprias cicatrizes. Em meio aos escombros da brutalidade cotidiana, da decadência humana, do caos social e das dificuldades de sobreviver em um mundo que engole as pessoas, seus autores seguem enfrentando um processo vertiginoso de decadência, loucura, desespero e instabilidade — e, mesmo assim, insistem em produzir arte.
É justamente por estar mergulhada nesse abismo de sobrevivência que essa HQ está demorando a sair. Não por falta de vontade, mas porque criar arte independente em tempos de ruína exige lutar todos os dias contra o desaparecimento de si mesmo.
Hoje foi um dia inteiro de produção. Mais uma batalha travada. Mais algumas páginas arrancadas do caos.
Esse quadrinho vai sair.
Porque, no fim das contas, a arte ainda é nosso alimento.
Ativista do movimento negro e libertário há mais de 33 anos, formado em História, com pós-graduação em História Afrodescendente e Indígena, além de cursos de extensão em Políticas Sociais, Políticas Raciais, História do Brasil e História da América Independente.
É colunista do site luso-brasileiro Cultura em Peso, colaborador do Fanzine Reboco Caído e da editora Merda na Mão.
Também mantém o canal no YouTube "Utópica Liberdade – A Subversão é Uma Arte", onde produz conteúdos sobre música, cultura, contracultura, autogestão e política, além de realizar entrevistas e lives com importantes nomes desses campos.
Integra ainda o coletivo Projeto Coyote Vive, que promove oficinas e debates sobre negritude, sociedade e transformação social.
Músico e compositor, participou das bandas:
Oligarquia
Brigada do Ódio
Quilombo
Heresia
Zombie Noise Scum (Brasil, Noruega e Itália)
Armagedom
Também gravou uma coletânea para a banda Skarnio.
Em 2020 lançou seu primeiro livro:
"O Problema é o Tabuleiro, Não as Peças"
Atualmente trabalha na produção de mais duas obras.
Em 2022 foi entrevistado para uma pesquisa de mestrado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que resultou na publicação do livro "Música Extrema – Saberes e Práticas Musicais" em 2024.
Acreditando na liberdade e na igualdade, une música, literatura e arte como ferramentas sociopolíticas, com forte atuação no ativismo negro.
Em resumo, sente-se em casa nas trincheiras do underground musical, seja qual for o estilo, e na literatura marginal.