sexta-feira, 24 de outubro de 2025

92 anos de Goiânia: o centro, o tédio, a caretice e o poema que insiste em existir


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POEMAS de Gyn parte III


 Por: Valdir Alternativo


Se pudesse, fugiria 

para o centro da cidade 

e fazia revolução 


mas a exemplo 

dos poetas desgraçados 

GOIÂNIA não tem perdão 


sucumbiu à imoralidade 

de seus prédios gigantescos

as ruas ficam mais caras

o futuro sem começo 


Escrever é o que resta,

posto que a poesia

é a última das forças 


Não existe mais chorinho 

Não existe mais batalha 

Nem a gameleira do centro 

Só o som dos canalhas 


Tá proibido cantar

Tá proibido resistir 

Tá proibido fechar a rua

Tá proibido proibir 


Só resta ter esperança 

na grama artificial 

homenagear Anhanguera 

e a enchente da Marginal.


- Valdir Alternativo


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No YoUtUbEdIgEsTiVo:





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O Centro de Goiânia registrado por Diego El Khouri em fotos tiradas no ano de 2017:




Poema “Outubro ou nada (Fragmentos Capitais)”, de Pio Vargas, em homenagem a Goiânia no blog cultural MOLHO LIVRE:


"Pio Vargas (1964–1991) foi um poeta goiano nascido em Iporá e figura marcante da cena literária de Goiânia nos anos 1980. Autor de livros como Janelas do Espontâneo e Anatomia do Gesto, uniu lirismo, ironia e existencialismo com influência da geração beat. Viveu intensamente a experimentação e era, antes de tudo, um leitor voraz. Morreu jovem, aos 26 anos, de forma trágica. O ruim é ver em Goiânia tanto poeta preguiçoso seguidor de Pio, sem compreender a inquietação e o rigor que moviam sua escrita."

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