Editora Merda na Mão
Publicando os Impublicáveis - editoramerdanamao@yahoo.com
quinta-feira, 27 de março de 2025
O Filósofo da Maconha - Por Fênix 33 - Da série Leitores
segunda-feira, 24 de março de 2025
Letras Vivas # 8 - Sepulchral Voice Zine #10
Livro Zine: Sepulchral Voice Zine #10
Lançamento: 2023
Editora: Sepulchral Voice Zine
Escolhi começar resenhando a edição 10, porque, além de achar que a capa dessa edição é a mais bonita da série, fui entrevistado junto com o companheiro Renato Rosatti, falando sobre o projeto Memória dos Fanzines (2019), que editamos juntos. Também respondi algumas perguntas sobre a Thrashera, banda da qual eu fazia parte na época.
Essa 10ª edição do Sepulchral Voice Zine, comandada pelo incansável guerreiro André Chaves, celebra 16 anos de dedicação à divulgação do Metal que habita o underground.
Para quem não conhece, o fanzine, além de ter edições impressas muito bem produzidas, é um dos poucos blogs em atividade no Brasil, totalmente dedicado a divulgar bandas, selos e produções dos subterrâneos culturais.
Com um material renovado, impressão de alta qualidade e entrevistas impactantes, esta edição explora o submundo do metal com profundidade.
Os destaques incluem entrevistas com bandas brasileiras como Dreadful Deathreign e Mordeth, além de nomes internacionais, como as americanas da Derkéta e os chilenos do Sadism. A seção “Buried, But Not Forgotten” revisita álbuns clássicos, como Immortal Force, dos mineiros da Mutilator. Para completar, esta edição ainda traz um pôster nostálgico no estilo dos filmes slasher dos anos 80.
Mais do que um registro musical, o S.V.Z. é um manifesto de resistência do metal, produzido por protagonistas quase desconhecidos, sem fama ou status, muitas vezes considerados inexpressivos por pessoas que vivem em uma bolha onde o jabá e o engajamento em redes sociais são tratados como talentos.
Um fanzine que transpira e respira underground. Vida longa ao Sepulchral Voice Zine!
Originalmente publicada na página EM CARNE VIVA E CRUA.
https://www.instagram.com/p/DFDTC6ZJSop/?igsh=YnZueTg5ZmNnd3Ft
Publicada também no METAL REUNION ZINE
https://metalreunionzine.blogspot.com/2025/01/sepulchral-voice-zine-10-2023-resenha.html
domingo, 23 de março de 2025
DEVANEIOS SINCEROS
é o novo programa do nosso youtubodigestivo.
Aperiódicamente, FÊNIX 33 trará sua poesia encharcada de reflexões, pensamentos e questões até a turba maldita que acompanha o que rola por lá.
Fiquem ligados, pois o primeiro programa irá ao ar nos próximos dias.
https://www.youtube.com/c/EditoraMerdanaM%C3%A3o/featured
quinta-feira, 20 de março de 2025
Ruas e Cores: Hip-Hop em tela



O hip-hop é mais do que música: é arte, resistência e expressão! E no projeto "Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela", do artista Diego El Khouri , essa cultura vibrante ganha novas cores e formas. Cada obra traduz a energia das ruas, dos MCs, dos grafites e da dança, transformando momentos em arte visual.
Acompanhe essa jornada e descubra como a cena hip-hop goiana será eternizada na tela!



segunda-feira, 17 de março de 2025
Lívia Batista no programa VERSOS & CORTES - Um mergulho na poesia de Cora Coralina - episódio especial.
Postamos no canal do YouTubedigestivo da lisérgica punk Editora Meerda na Mão mais um episódio do programa aperiódico VERSOS & CORTES. Dessa vez Lívia Batista recita o poema Becos de Goiás, de autoria de Cora Coralina (1889 - 1985). Vídeo gravado na cidade histórica de Goiás ( GO), terra da autora.
sexta-feira, 14 de março de 2025
Letras Vivas # 7 - Fábrica de Cadáveres - Do Forno ao Moedor
Resenha #10
Livro: Fábrica de Cadáveres - Do Forno ao Moedor
Autor: Fábio da Silva Barbosa
Editora: Merda na Mão
Lançamento: Agosto de 2021

Já havia resenhado este livro anteriormente aqui. No ano passado, resolvi relê-lo e decidi republicar a resenha, aproveitando essa nova fase da página.
Em Fábrica de Cadáveres - Do Forno ao Moedor, a capa, de autoria de Rafael Vaz, complementa perfeitamente o título da obra. Um título que, aliás, é bastante atual, especialmente se considerarmos o “Momento Brasil” – tanto o de 2021 quanto o de 2025.
O poeta marginal e editor do zine Reboco Caído traz uma novidade interessante nesta obra lançada pela iconoclasta Editora Merda na Mão: o formato especial do livro, de 11x18 cm. Embora considerado de bolso, é um pouco maior do que os bolsos por ai. Ainda assim, é um formato reduzido em relação a outros livros do autor, mas isso não prejudica em nada a leitura.
Sobre a obra, poderia comentar diversos aspectos deste material com pouco mais de 60 páginas, mas deixo essa descoberta para o leitor. Em resumo, quem ler, encontrará poesias marginais desprovidas de esperança, críticas sociais apresentadas sob a ótica de personagens sem nome ou com apelidos populares, muitas vezes toscos e carregados de características suburbanas.
Os textos curtos e os poemas tortos são narrados em primeira e terceira pessoa. Fica evidente que Fábio não cria ficções para rechear os temas abordados. Seus escritos soam como relatos, lamentos ou visões de mundo que poucos desejam enxergar, sentir ou carregar consigo.
Em tempos em que palavras como “empatia” e “acolhimento” ganham destaque nas redes sociais e nas grandes mídias, o autor nos apresenta, de forma crua, inteligente e sem filtros, que, muitas vezes, essas palavras não passam disso: meras palavras. Ele evidencia que ainda há muito a ser feito – ou pelo menos observado. Estamos vivendo tempos absurdos, onde o fascismo, que sempre esteve presente, hoje se mostra escancarado, expondo todas as feridas abertas de um país que escorre pus e exala podridão.
Essa é a fábrica de cadáveres que o Brasil se tornou, enquanto alguns ainda insistem em afirmar que é “acima de tudo” e abençoado por um “Deus acima de todos”.
Resenha por Alexandre Chakal
Original: Agosto de 2021
Revisada: Janeiro de 2025, após releitura do livro em novembro de 2024.
Originalmente publicada na página EM CARNE VIVA E CRUA.
https://www.instagram.com/p/DFEGJ0bSvkf/?igsh=bGRtazZqYmpxejAx
quinta-feira, 13 de março de 2025
Calvário Pestilento
Abusada pelos pais
Ainda não tinha nove anos
Mamãe Mamãe
Pare de me bater
Papai Papai
Pare de me estuprar
Não quero que tirem meus olhos
Quero escutar
Não quero que tapem meus ouvidos
Quero respirar
Não quero que cubram meu nariz
Quero enxergar
Não venha me amordaçar
Conheceu as ruas
O parque dos horrores
A fome na sarjeta
Preconceitos e misérias
Foi recolhida pelo sistema
Começou o entra e sai dos abrigos
Adotada e devolvida
Como um produto com defeito
O ódio só aumenta
Olhava o futuro
Totalmente sem esperança
Via sangue e dor
Um céu cinza e horrendo
Cobria seus dias de calvário
Não confiar é a lei
Aprendeu muito jovem
Que ninguém presta
E que se apoiar em mentiras hipócritas
Não faz o menor sentido
Não acreditava em muletas
Não acreditava em nada ou ninguém
Mal completou os treze
Toda raiva e rancor
Nunca se acalmar
Estar pronta para reagir
Sobreviver na selva infernal
Rodeada de ferro e concreto
Resistir a pressão
Não perecer precocemente nas mãos das bestas feras
Para aos dezoito a cadeia conhecer
Não quero apenas sobreviver
Para ser devorada viva
A cada dia que as podres folhas do calendário caem
Marcando o fim de uma pena
Que nunca acaba
A felicidade é uma farsa
E a vida uma corrida mortal
Rumo a nenhum lugar
É fácil para eles dizer
Deixe isso para lá
É fácil para eles pregar
Vamos perdoar
Ainda teve a clínica psiquiátrica
E sua prisão química
Amarrada em uma cama
Eu ainda podia cuspir
Não acredito em diversão ou ilusões fabricadas para me enganar
São tantas amarguras
Que é difícil lembrar
Que é difícil esquecer
Por Fabio da Silva Barbosa
quarta-feira, 12 de março de 2025
Aguardem a viscerilidade poética de Edu Planchêz Pâ Maçã Silattian na EDITORA MERDA NA MÃO
No final desse ano (2025) vamos publicar um livro de poesia do bardo da poesia elétrica primitiva selvagem Edu Planchêz Maçã Silattian, vocalista da banda Blake Rimbaud.
Fiquem ligados...
Charles Bukowski um totalmente derrotado,
tal ele sigo, um nada vezes nada,
vivendo por nada e pra nada,
apenas vago pelo mundo
sem eira nem beira...
escrever é algo como diziam henri miller,
ficar dia e noite amassando merda,
eu amassei merda a vida inteira,
vagabundo em total vadiagem,
uma vida gestando poesia que serve e nada serve,
meus amigos, muitos deles se tornaram cérebres,
top um bilhão de todos os sucessos,
e o meu sucesso é o de permanecer vivo,
bobo, inocente, pidão,
meu pai dizia,
que eu só procurava alguém para ficar encostado,
ele deve ter razão,
minhas músicas estão aí para ninguém ouvir,
meus poemas são escritos apenas para o vento,
se é que o vento tem olhos,
eu apenas observo a lua,
e a minha cara de pau no espelho do boteco,
é isso, eu sou um cara de pau,
para nada sirvo,
vivo por viver, apenas para observar,
e assim sou feliz,
levo a vida na flauta, literalmente isso,
"o feijão e o sonho",
"filho você nunca fez nada"
(edu planchêz pã maçã dylan silattian)
--------------------------------
domingo, 9 de março de 2025
Poesia Punk
Embora possamos encontrar forte conteúdo da Poesia Punk em livros e zines, foi através do som que a Poesia Punk chegou para a maioria que soube compreender a mensagem consciente e o registro da realidade cruel das grandes cidades, tendo sempre a linguagem afiada e provocativa dos inconformados.
Total Alienação
Armagedom
Armagedom
Guerra Nuclear
Distúrbio Mental
Passeata
Cólera
O Futuro é Vortex
Replicantes
Inocentes