quinta-feira, 27 de março de 2025

O Filósofo da Maconha - Por Fênix 33 - Da série Leitores

 


SE LIGA NA RESENHA!!!

O FILÓSOFO DA MACONHA

Penso! Logo existo...
Fumo! Logo vivo...

Hoje eu venho falar de um livro!
Mas não é um simples livro...

É O FILÓSOFO DA MACONHA!

Roteiro incrível do Fábio da Silva Barbosa, ilustração braba do Diego El Khouri, acompanhados de uma impecável edição da Editora Merda na Mão.

Eu odeio a política, eu odeio as pessoas, eu odeio o mundo...

“No Mundo moderno, as pessoas não se falam
Ao contrário se calam, se pisam, se traem e se matam”

Mas pera aí...

ME DÁ AQUELA CAIXINHA!!!!!!

FOGO!

PLANETA MACONHA!

É isso, FODA-SE o mundo!
Que eu vou cantar....

“Revolução 4:20
Você pode, você faz...
Taca fogo na porra do bagulho!

Filosofar, cantar, voar...

O livro traz uma crítica geral a um sistema opressor nas suas mais diversas camadas, no contexto político, social, enfim...
Eu achei que a história contemplou a vida como um todo! Traz uma narrativa densa e consistente que eu estou ansiosa para seguir acompanhando!
O personagem MOLEQUE CARRAPATO me trouxe um sentimento de REVOLUÇÃO!
É aquilo né...
Quando o povo descobrir a força da união.... o sistema vai sofrer!
Mas preciso falar da conexão visual também!
A arte dessa obra prima me conectou a uma dimensão particular, acompanhada da erva sagrada...
Literalmente uma viagem ao PLANETA MACONHA!
Traços precisos, carregados, densos de emoção e contestação...
E essa união desses dois artistas incríveis, resultou nessa obra prima de reistência!
Obrigada por essa conexão!

LEIAM O LIVRO “O FILÓSOFO DA MACONHA”
É UMA VIGAEM SURREAL!

LEITURA OBRIGATÓRIA DE MACONHEIRO HEIN!

FÊNIX 33
  4:20




E O PRIMEIRO PROGRAMA DA FENIX JÁ ESTÁ NO AR







segunda-feira, 24 de março de 2025

Letras Vivas # 8 - Sepulchral Voice Zine #10

 

Livro Zine: Sepulchral Voice Zine #10

Lançamento: 2023

Editora: Sepulchral Voice Zine



Escolhi começar resenhando a edição 10, porque, além de achar que a capa dessa edição é a mais bonita da série, fui entrevistado junto com o companheiro Renato Rosatti, falando sobre o projeto Memória dos Fanzines (2019), que editamos juntos. Também respondi algumas perguntas sobre a Thrashera, banda da qual eu fazia parte na época.


Essa 10ª edição do Sepulchral Voice Zine, comandada pelo incansável guerreiro André Chaves, celebra 16 anos de dedicação à divulgação do Metal que habita o underground.


Para quem não conhece, o fanzine, além de ter edições impressas muito bem produzidas, é um dos poucos blogs em atividade no Brasil, totalmente dedicado a divulgar bandas, selos e produções dos subterrâneos culturais.


Com um material renovado, impressão de alta qualidade e entrevistas impactantes, esta edição explora o submundo do metal com profundidade.

Os destaques incluem entrevistas com bandas brasileiras como Dreadful Deathreign e Mordeth, além de nomes internacionais, como as americanas da Derkéta e os chilenos do Sadism. A seção “Buried, But Not Forgotten” revisita álbuns clássicos, como Immortal Force, dos mineiros da Mutilator. Para completar, esta edição ainda traz um pôster nostálgico no estilo dos filmes slasher dos anos 80.


Mais do que um registro musical, o S.V.Z. é um manifesto de resistência do metal, produzido por protagonistas quase desconhecidos, sem fama ou status, muitas vezes considerados inexpressivos por pessoas que vivem em uma bolha onde o jabá e o engajamento em redes sociais são tratados como talentos.


Um fanzine que transpira e respira underground. Vida longa ao Sepulchral Voice Zine!


Originalmente publicada na página EM CARNE VIVA E CRUA.

https://www.instagram.com/p/DFDTC6ZJSop/?igsh=YnZueTg5ZmNnd3Ft


Publicada também no METAL REUNION ZINE 


https://metalreunionzine.blogspot.com/2025/01/sepulchral-voice-zine-10-2023-resenha.html




domingo, 23 de março de 2025

DEVANEIOS SINCEROS

 é o novo programa do nosso youtubodigestivo.

 Aperiódicamente, FÊNIX 33 trará sua poesia encharcada de reflexões, pensamentos e questões até a turba maldita que acompanha o que rola por lá.

Fiquem ligados, pois o primeiro programa irá ao ar nos próximos dias. 

https://www.youtube.com/c/EditoraMerdanaM%C3%A3o/featured

*AGUARDEM*

quinta-feira, 20 de março de 2025

Ruas e Cores: Hip-Hop em tela

 


O projeto “Ruas e Cores: Hip-Hop em tela”, do artista visual Diego El Khouri, pretende documentar e reinterpretar artisticamente a cena vibrante do hip-hop goiano, capturando batalhas de rap, grafites e outras manifestações urbanas por meio da fotografia, que serão posteriormente transformadas em pintura. A pesquisa destacará os personagens dessa cultura, registrando suas histórias, contadas por eles mesmos.

Este projeto foi contemplado pelo EDITAL de Artes Visuais Nº 05/2024.

Produção cultural: Lívia Batista 


Lívia Batista : Fotografia e Criação de Arte Visual



🔥 HIP-HOP EM TELA 🔥🎨

O hip-hop é mais do que música: é arte, resistência e expressão! E no projeto "Ruas e Cores: Hip-Hop em Tela", do artista Diego El Khouri  , essa cultura vibrante ganha novas cores e formas. Cada obra traduz a energia das ruas, dos MCs, dos grafites e da dança, transformando momentos em arte visual.

Acompanhe essa jornada e descubra como a cena hip-hop goiana será eternizada na tela! 👀✨

🖌 Arte e identidade visual por Lívia Batista

* Para acompanhar esse projeto através do instagram:

🎨

segunda-feira, 17 de março de 2025

Lívia Batista no programa VERSOS & CORTES - Um mergulho na poesia de Cora Coralina - episódio especial.




Postamos no canal do YouTubedigestivo da lisérgica punk Editora Meerda na Mão mais um episódio do programa aperiódico VERSOS & CORTES. Dessa vez Lívia Batista recita o poema Becos de Goiás, de autoria de Cora Coralina (1889 - 1985). Vídeo gravado na cidade histórica de Goiás ( GO), terra da autora.

Filmagem e edição: Diego El Khouri
*** Cola na no canal da editora, curta o vídeo e fortaleça a cena artística independente. ***


* Lívia Batista é produtora cultural, pesquisadora, artista do movimento e especialista em inovação no setor público. Graduada em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal de Goiás, possui ampla experiência na criação e gestão de projetos culturais por meio de sua empresa Mova-se Projetos Culturais .
Idealizou e dirigiu o D'Olhar – Festival Itinerante de Dança e Vídeo , um evento que incentiva novos realizados e amplia o acesso à videodança, agora em sua terceira edição. O projeto foi aprovado pelo Fundo de Cultura de Goiás em 2015 e 2017 e contemplado pelo Edital de Formação Cultural nº 02/2024 .
Atualmente, está desenvolvendo uma obra de videodança , aprovada pela Lei Municipal de Cultura de Goiânia , aprofundando sua pesquisa sobre o corpo feminino em movimento e suas interseções com o audiovisual.
Além disso, atua em diversos projetos culturais, como Rua e Cores , Hip Hop em Tela e outros. Também possui experiência na produção e assessoria de espaços culturais, desenvolvendo iniciativas que unem arte, tecnologia e inovação.
No setor público, integra a Rede TransformaGov , criando estratégias e conteúdos que impulsionam a modernização da gestão pública. Sua atuação explora novas formas de comunicação audiovisual, promovendo impacto cultural e transformação digital.


sexta-feira, 14 de março de 2025

Letras Vivas # 7 - Fábrica de Cadáveres - Do Forno ao Moedor

 


Resenha #10

Livro: Fábrica de Cadáveres - Do Forno ao Moedor

Autor: Fábio da Silva Barbosa

Editora: Merda na Mão

Lançamento: Agosto de 2021



Já havia resenhado este livro anteriormente aqui. No ano passado, resolvi relê-lo e decidi republicar a resenha, aproveitando essa nova fase da página.


Em Fábrica de Cadáveres - Do Forno ao Moedor, a capa, de autoria de Rafael Vaz, complementa perfeitamente o título da obra. Um título que, aliás, é bastante atual, especialmente se considerarmos o “Momento Brasil” – tanto o de 2021 quanto o de 2025.

O poeta marginal e editor do zine Reboco Caído traz uma novidade interessante nesta obra lançada pela iconoclasta Editora Merda na Mão: o formato especial do livro, de 11x18 cm. Embora considerado de bolso, é um pouco maior do que os bolsos por ai. Ainda assim, é um formato reduzido em relação a outros livros do autor, mas isso não prejudica em nada a leitura.


Sobre a obra, poderia comentar diversos aspectos deste material com pouco mais de 60 páginas, mas deixo essa descoberta para o leitor. Em resumo, quem ler, encontrará poesias marginais desprovidas de esperança, críticas sociais apresentadas sob a ótica de personagens sem nome ou com apelidos populares, muitas vezes toscos e carregados de características suburbanas.


Os textos curtos e os poemas tortos são narrados em primeira e terceira pessoa. Fica evidente que Fábio não cria ficções para rechear os temas abordados. Seus escritos soam como relatos, lamentos ou visões de mundo que poucos desejam enxergar, sentir ou carregar consigo.


Em tempos em que palavras como “empatia” e “acolhimento” ganham destaque nas redes sociais e nas grandes mídias, o autor nos apresenta, de forma crua, inteligente e sem filtros, que, muitas vezes, essas palavras não passam disso: meras palavras. Ele evidencia que ainda há muito a ser feito – ou pelo menos observado. Estamos vivendo tempos absurdos, onde o fascismo, que sempre esteve presente, hoje se mostra escancarado, expondo todas as feridas abertas de um país que escorre pus e exala podridão.

Essa é a fábrica de cadáveres que o Brasil se tornou, enquanto alguns ainda insistem em afirmar que é “acima de tudo” e abençoado por um “Deus acima de todos”.


Resenha por Alexandre Chakal

Original: Agosto de 2021

Revisada: Janeiro de 2025, após releitura do livro em novembro de 2024.


Originalmente publicada na página EM CARNE VIVA E CRUA.


https://www.instagram.com/p/DFEGJ0bSvkf/?igsh=bGRtazZqYmpxejAx



Título: Fábrica de Cadáveres - Do forno ao moedor
Autor: Fabio da Silva Barbosa
Formato: 11 x 18 cm
Páginas: 74
Capa: cartão 300 c/ laminação brilho
Diagramação da capa: Jackson Abacatu
Diagramação do miolo: Fabio da Silva Barbosa
Arte da capa: Rafael Vaz
Revisão: Wagner Teixeira
Ano: 2021

quinta-feira, 13 de março de 2025

Calvário Pestilento

 

 

Abusada pelos pais

Ainda não tinha nove anos

Mamãe Mamãe

Pare de me bater

Papai Papai

Pare de me estuprar

Não quero que tirem meus olhos

Quero escutar

Não quero que tapem meus ouvidos

Quero respirar

Não quero que cubram meu nariz

Quero enxergar

Não venha me amordaçar

 

Conheceu as ruas

O parque dos horrores

A fome na sarjeta

Preconceitos e misérias

 

Foi recolhida pelo sistema

Começou o entra e sai dos abrigos

Adotada e devolvida

Como um produto com defeito

O ódio só aumenta

Olhava o futuro

Totalmente sem esperança

Via sangue e dor

Um céu cinza e horrendo

Cobria seus dias de calvário

Não confiar é a lei

Aprendeu muito jovem

Que ninguém presta

E que se apoiar em mentiras hipócritas

Não faz o menor sentido

Não acreditava em muletas

Não acreditava em nada ou ninguém

 

Mal completou os treze

Toda raiva e rancor

Nunca se acalmar

Estar pronta para reagir

Sobreviver na selva infernal

Rodeada de ferro e concreto

Resistir a pressão

Não perecer precocemente nas mãos das bestas feras

Para aos dezoito a cadeia conhecer

Não quero apenas sobreviver

Para ser devorada viva

A cada dia que as podres folhas do calendário caem

Marcando o fim de uma pena

Que nunca acaba

 

A felicidade é uma farsa

E a vida uma corrida mortal

Rumo a nenhum lugar

 

É fácil para eles dizer

Deixe isso para lá

É fácil para eles pregar

Vamos perdoar

Ainda teve a clínica psiquiátrica

E sua prisão química

Amarrada em uma cama

Eu ainda podia cuspir

Não acredito em diversão ou ilusões fabricadas para me enganar

São tantas amarguras

Que é difícil lembrar

Que é difícil esquecer

 

Por Fabio da Silva Barbosa


quarta-feira, 12 de março de 2025

Aguardem a viscerilidade poética de Edu Planchêz Pâ Maçã Silattian na EDITORA MERDA NA MÃO

 



No final desse ano (2025) vamos publicar um livro de poesia do bardo da poesia elétrica primitiva selvagem Edu Planchêz Maçã Silattian, vocalista da banda Blake Rimbaud. 


Fiquem ligados...



Charles Bukowski um totalmente derrotado,

tal ele sigo, um nada vezes nada, 

vivendo por nada e pra nada,

apenas vago pelo mundo 

sem eira nem beira...

escrever é algo como diziam henri miller,

ficar dia e noite amassando merda,

eu amassei merda a vida inteira,

vagabundo em total vadiagem,

uma vida gestando poesia que serve e nada serve,

meus amigos, muitos deles se tornaram cérebres,

top um bilhão de todos os sucessos,

e o meu sucesso é o de permanecer vivo,

bobo, inocente, pidão,

meu pai dizia, 

que eu só procurava alguém para ficar encostado,

ele deve ter razão,

minhas músicas estão aí para ninguém ouvir,

meus poemas são escritos apenas para o vento,

se é que o vento tem olhos,

eu apenas observo a lua,

e a minha cara de pau no espelho do boteco,

é isso, eu sou um cara de pau,

para nada sirvo,

vivo por viver, apenas para observar,

e assim sou feliz, 

levo a vida na flauta, literalmente isso,

"o feijão e o sonho",

"filho você nunca fez nada"


(edu planchêz pã maçã dylan silattian)


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domingo, 9 de março de 2025

Poesia Punk

 Embora possamos encontrar forte conteúdo da Poesia Punk em livros e zines, foi através do som que a Poesia Punk chegou para a maioria que soube compreender a mensagem consciente e o registro da realidade cruel das grandes cidades, tendo sempre a linguagem afiada e provocativa dos inconformados.



Total Alienação


Armagedom

Total Alienação
Da casa para o trabalho
Do trabalho para casa
Sua única visão
Total alienação

Assistindo novela
Ouvindo futebol
Sua única audição
Total alienação

Dizendo o que te mandam
Falando o que você ouviu
Sua única dicção
Total alienação

Pensamento vazio
Nunca tem opinião
Sua única razão
Total alienação




Guerra Nuclear
Distúrbio Mental

Guerra Nuclear
Poluição no ar
Tiros de canhão
Corpos pelo chão
Sirenes à tocar
Crianças à chorar
Cidades destruídas
Pessoas desnutridas



Passeata

                                Cólera

Gás - Gás, Bomba - Bomba
Vamos enfrentar, vamos enfrentar!!
Todos na rua vamos gritar
Contra o facismo, temos que enfrentar
Enfrentar!!!
Gás - Gás, Bomba - Bomba
Vamos enfrentar, vamos enfrentar!!
Todos na rua vamos gritar
Contra o facismo
Temos que enfrentar!!!



O Futuro é Vortex

                                Replicantes

Caiu pra bandas do amanhã
Ele partiu pra não voltar
Ele levou seu talismã
Foi para Vórtex
Aonde o sol já virou lua
Ele precisa aprender a morrer
Mandando chumbo até o cano derreter
Ele não gosta do lugar
Esta em Vórtex
Aonde o sol já virou lua
A barra é braba no futuro
Tá tudo no mesmo lugar
Lá também se nasce duro
Pra comer tem que matar
Ele precisa aprender a morrer
Mandando chumbo até o cano derreter
Te mantém ai na tua
Porque em Vórtex
O nosso amigo sol há muito virou lua





Garotos do Subúrbio



Inocentes


Vagando pelas ruas tentam esquecer
Tudo que os oprimem e os impedem de viver
Será que esquecer seria a solução?
Pra dissolver o ódio que eles tem no coração
Vontade de gritar (sufocada no ar)
O medo causado (pela repressão)
Tudo isso tenta impedir os garotos do subúrbio de existir
Garotos do subúrbio, garotos do subúrbio
Vocês, vocês, vocês não podem desistir
Garotos do subúrbio, garotos do subúrbio
Vocês, vocês, vocês não podem desistir de viver
De viver
Vagando pelas ruas tentam esquecer
Tudo que os oprimem e os impedem de viver
Será que esquecer seria a solução?
Pra dissolver o ódio que eles tem no coração
Vontade de gritar (sufocada no ar)
O medo causado (pela repressão)
Tudo isso tenta impedir os garotos do subúrbio de existir
Garotos do subúrbio, garotos do subúrbio
Vocês, vocês, vocês não podem desistir
Garotos do subúrbio, garotos do subúrbio
Vocês, vocês, vocês não podem desistir de viver
De viver
De viver
Garotos do Subúrbio
Garotos do Subúrbio

Ódio

    Restos de Nada

Lá vêm os ratos
Sujos e nojentos
Lá vêm os ratos
Acabar com o sossego

Com motivo e com razão
Temos ódio no coração

Pedimos a liberdade
Mas não somos atendidos
Há falta de verdade
Precisamos ser ouvidos

Com motivo e com razão
Temos ódio no coração

Esses ratos sujos
Nos deixam sem forças
Mas temos que derrubá-los
Com martelos e foices

Com motivo e com razão
Temos ódio no coração