segunda-feira, 18 de novembro de 2024

CHUVAS TARDIAS


 

É quando não vens que de ti sinto saudade,
como jardins desfolhados sem flores coloridas.
Lembro-me; e à lembrança cores surtidas…
quando juntos nos beijámos em cumplicidade!


Mas se os beijos andam arredios e foge a idade,
como a falta de nós, se as graças são sentidas?
Mas se a audácia – e eram terras prometidas -
se converteu em indelicada e notória inverdade,


como o amor ainda aqui, se vivemos em pecado?
Em loas as guitarras choram o entristecido fado…
E são só chuvas tardias, em terras de ninguém!



Em posição de rejeição mostraste-te alguém
incapaz - coração ímpio de ódio trespassado -
de ser amada, quem sempre viveu a teu lado.

Jorge Humberto
17/11/24


* Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia.

Enviado por Samuel da Costa

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