domingo, 31 de maio de 2026

Últimos Exemplares: Memórias da Delinquência + Reboco Caído

 


Últimos exemplares do livro Memórias da Delinquência, de Fabio da Silva Barbosa + Reboco Caído 70 e 71 versão impressa = R$ 40,00 com correio incluso e código de rastreio.

Se ainda não garantiu o seu pacote, corre que tá no fim.

Além de adquirir um material de peso, ainda estará apoiando a cena.



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Memórias da Delinquência ou A noite começa diferente para cada um... é o registro de uma juventude que não queria fazer parte, não queria ser apenas mais uma engrenagem do sistema. Segunda edição, saindo pela editora cartonera Kapivara Cartonera. Edição limitada - últimos exemplares.



Reboco Caído - zine que caminha para os 16 anos registrando e divulgando o que rola pelo subterrâneo.

Contato para adquirir esses matérias: fsb1975@yahoo.com.br

domingo, 24 de maio de 2026

A fumaca continua acesa no meio da caminhada


 Malucos, malucas e  maluques!

Estou aqui invadindo o espaço para avisar que, nesses dias, estamos meio ausentes dos blogs:

 

https://editoramerdanamao.blogspot.com/?m=1


 https://molholivre.blogspot.com/?m=1


O motivo é simples: estou em processo de mudança, reorganizando algumas questões da vida, endereço novo, correria, etc e tal e isso tudo acabou tomando bastante do meu tempo.


Mas, resolvendo essa travessia, logo logo volto à ativa com toda a fúria possível.


Enquanto isso, nas brechas da correria, seguimos divulgando uma coisa ou outra por aí.





sábado, 23 de maio de 2026

3ª LIVE INFLAMANDO O 5º ELEMENTO DO HIP HOP — Episódio com Diego El Khouri

 


Hoje  vamos transmitir a reprise do programa “Inflamando o 5º Elemento do Hip Hop”, realizado originalmente no dia 12 de abril de 2026, data em que a Editora Merda na Mão completou 6 anos de existência e resistência. 


A conversa foi conduzida por Rodrigo Ktarse e Igor CDO, tendo Diego El Khouri como convidado, em um diálogo sobre arte subversiva, cultura underground, produção independente e resistência artística.


O bate-papo já foi repostado no canal do YouTubedigestivo da Editora Merda na Mão e ficará disponível para assistir neste link a partir do dia 23/05/2026, às 16 horas.


Nós por nós, coletividade e augestão.







sexta-feira, 15 de maio de 2026

Merda na Mão no Aparecida Rock: o underground segue ocupando os espaços longe da arte pasteurizada

 


NESSE SÁBADO (15/05) a Editora Merda na Mão aterrissa com sua banquinha punk lisérgica no Aparecida Rock 3ª edição — ritual barulhento organizado pelos parceiros do Cerrado Underground!!!


A Merda na Mão vai despejar os últimos exemplares da HQ O Filósofo da Maconha, além de CDs da Ruídos Absurdos e da Distro Merda na Mão — material feito no braço, na fumaça e na insanidade do underground.


E um destaque especial pro flyer do evento, criado pelo Cleiton Magno, vocalista da Realife: colagem manual, recorte, sujeira gráfica e estética feita no suor — a  essência braçal do underground.  Resgate do impresso, da tesoura, da cola e da arte física viva — longe dessa pasteurização digital asséptica que deixa tudo com cara de propaganda de aplicativo.


Vai rolar na Feira Coberta do setor Cidade Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia, a partir das 16h.


No ataque sonoro: 


Spiritual Carnage

 Arvak

Realife

 Gerações Perdidas

 Electrical Storm

 União Clandestina


O selo Two Beers Or Not Two Beers vai também  levar sua banquinha repleta de CDs e vinis.


E o melhor: entrada gratuita.


Porque underground não nasce de algoritmo nem de empresário engravatado. Underground existe na ocupação, no caos coletivo, no faça você mesmo, na autogestão e na conexão direta entre os esquisitos, delinquentes e sobreviventes do subsolo.


Bora colar, fortalecer a cena e cuspir no status quo.




Editora Merda na Mão: fazendo conexões com o subsolo, publicando os impublicáveis e incendiando a normalidade.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ralé Edições, macabra Indy Sales, subversivo Fabio da Silva Barbosa e a conexão no subterrâneo do underground

 



Chegou material bruto, pesado e completamente contaminado pela cena underground na caixa postal da Editora Merda na Mão.


Diego El Khouri foi até os Correios despachar alguns materiais pelo Brasil e voltou com três pacotes insanos vindos de diferentes cantos do país — um retrato vivo da resistência independente funcionando na ousadia, sem padrinho, sem glamour e sem pedir licença.

Diretamente de Curitiba (PR), chegou o material da escritora e artista Tatiana Carpannezi, responsável pela Ralé Edições e pelo zine Antro Punk.
No Antro Punk, Tatiana mistura poesia, colagem, fotografia, arte gráfica e trabalhos de outros autores num painel sujo, intenso e necessário da produção independente contemporânea. Publicação feita longe da assepsia cultural de livraria gourmet e perto da vida real.



O segundo pacote veio das sombras de Ouro Preto (MG), enviado pela escritora macabra Indy Sales.

Nascida em 1993, Indy ficou conhecida principalmente pelas suas poesias demoníacas e góticas, mas sua escrita atravessa vários gêneros. Autora de diversos livros, também atua como antologista, colaboradora de blogs literários e apresentadora de web rádio — uma figura ativa dentro do subterrâneo cultural brasileiro.

A conexão dela com a Merda na Mão já vem de muito tempo: participou de vídeos do canal YouTubodigestivo e teve vários poemas recitados por Fabio da Silva Barbosa, um dos criadores da editora.

Agora Indy despejou na nossa caixa postal um acervo absurdo carregado de literatura marginal, obscuridade poética e resistência artística.


E teve mais.
Chegou também a edição nº 70 do zine Reboco Caído, criação do próprio Fabio da Silva Barbosa. Hoje ele segue envolvido em outros projetos e trincheiras, mas certas sujeiras nunca saem das mãos. Fabio sempre será Merda na Mão.

Junto do zine veio também o livro Memórias da delinquência ou a noite chega diferente para cada um…, publicado em formato cartonero pela Kapivara Kartonera — livro artesanal, feito à mão, onde cada exemplar nasce diferente, com capas, desenhos e materiais únicos.


Enquanto boa parte do mercado cultural segue masturbando algoritmo e transformando arte em networking de condomínio, nós seguimos fortalecendo conexão direta entre sobreviventes do subterrâneo.

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Nós por nós, coletividade e autogestão.
Troca de materiais. Circulação independente. Arte feita na unha.



Vídeo reação no canal do youtubodigestivo da Editora Merda na Mão:



domingo, 10 de maio de 2026

Flores para as Mães, Ódio ao capitalismo

 



Hoje, 10 de maio de 2026, Dia das Mães, a Editora Merda na Mão celebra toda reflexão que possa se transformar em força contra a apatia e a brutalidade do mundo.

Foda-se o consumismo desenfreado, as propagandas vazias e as datas reduzidas a vitrines. A gente cospe nesse espetáculo. Mas algumas datas carregam sangue, memória, luta e sobrevivência — e não podem passar despercebidas.

Num país onde mães da periferia enterram filhos assassinados pelo Estado, onde falta saneamento, alimento e dignidade, fica evidente que ainda existe uma guerra cotidiana sendo travada contra os desassistidos.

Então fica aqui nosso salve para todas as mães que sustentam o mundo nas costas.

As raízes importam. Sem memória não existe futuro. Ignorar o passado é condenar tudo à repetição da mesma banalidade de sempre.

A Editora Merda na Mão seguirá publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.


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 Poema e voz: Diego El Khouri

Flauta e edição do vídeo: Ivan Silva 

Vídeo gravado originalmente em 2014 


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Gigi Jardim, produtora da Made in Brazil, adquire O Filósofo da Maconha




Gigi Jardim , produtora cultural de São Paulo e nome importante do circuito independente do rock brasileiro, fortalece há anos iniciativas que mantêm vivo o espírito livre, marginal e autêntico do underground nacional. 


Também esteve envolvida em produções e tributos relacionados à histórica trajetória da lendária  Made in Brazil — uma das bandas mais antigas e insanas da história do rock brasileiro. 

Dessa vez, foi a própria Gigi Jardim quem mandou um salve para  a Editora Merda na Mão após adquirir o quadrinho O Filósofo da Maconha — uma obra de fôlego com 126 páginas, roteiro de Fabio da Silva Barbosa, desenhos de Diego El Khouri e prefácio de Ciberpajé. 



Como já é tradição da editora, a primeira página recebeu caricatura personalizada e dedicatória exclusiva, acompanhando essa edição que segue circulando pelo subterrâneo cultural. 



E não parou por aí: de brinde, Gigi também recebeu as duas primeiras edições do zine Blasfemo de Diego e o Reboco Caído nº 69, do Fabio. 



A Editora Merda na Mão continua fazendo conexões, publicando os impublicáveis e cuspindo no status quo.


Veja o vídeo-reação da Gigi ao receber o pacote da Merda na Mão via correio:







terça-feira, 5 de maio de 2026

Por: Glauco Mattoso, o "poeta da crueldade

 



No dia do nosso idioma é opportuno revisitar este poema, ja lembrado nos saraus aqui de casa, que está no livro GRAMMATICA CASTIÇA DA LINGUA PORTUGUEZA, disponivel como ebook por este instagram: @ed.casadeferreiro


VELHOTA PATRIOTA [6545]

Te posso corrigir, sim! Fui docente!
Ouviste, Glauco? Nunca alguem colloca
num verso os palavrões que na malloca
se escutam! Entendeste? És indecente!
Eu era professora dura! A gente,
em classe, prohibia aquella troca
de insultos, que envergonha, que nos choca!
Terei que ser censora novamente!
Sou dura, sim! Castigo bem severo
meresce quem se vale, em portuguez,
do linguajar mais torpe e descortez
na hora de escrever! Punir-te quero!
Não vês que impatriotico o teu lero
se torna? Amor à patria, cada vez
mais, acho necessario! Tu não vês?
Terás que receber é nota zero!
///





sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º de Maio: carregado do sangue da classe trabalhadora. Nunca esquecer. Nunca desistir. Nunca recuar.

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Editora Merda na Mão inflamando a insurgência do gueto. 

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PRIMEIRO DE MAIO, LUTA ANARQUISTA

Por: Gutemberg F. Loki


O silêncio dos inocentes

Vejo como um grande desmaio

Ninguém fala mais o porquê

Do Primeiro de Maio


Comemoram apenas

Como mais um feriado

Não contam a história

Do sangue derramado


Não falam da opressão

E da repressão bruta

Não falam que os anarquistas

Organizaram a luta


Contra as jornadas de trabalho

Tão prolongadas e abusivas

Que ao próprio trabalhador

Eram caras e nocivas


Hoje oito horas de trabalho

É uma coisa tão comum

Mas naquele tempo não era aceito

Por patrão nenhum


Por décadas a fio, sempre querendo,

Lutando e mobilizando

Anarquistas mais trabalhadores

Foram conquistando


E violenta sempre foi

A voz do Estado e dos patrões

Aos trabalhadores sobravam

Mortes e prisões


França, Austrália, Europa, Estados Unidos,

As greves aconteciam

Oito horas de trabalho

Todos queriam


Primeiro de Maio,

De 1886

Nas ruas de Chicago, muito barulho

Ali se fez


Novas manifestações no dia 4,

Na Praça Haymarket uma bomba explodiu

Foi a própria polícia buscando a justificativa

Da violência que se seguiu


O saldo desse brutal confronto

Mais de cem mortos e muitas prisões

Mas ainda haveria mais covardias

Para agradar os figurões


Parsons, Fischer, Engel, Spies,

Lingg, Schwab, Fielden e Neeb,

Presos, julgados, para dar exemplo:

Condenados!


O sonho atrás das grades

Lingg na cela se matou

Parsons, Fischer, Spies, e Engel

Na forca o destino não os calou

August Spies:

“Virá o dia em que o nosso silêncio

Será mais poderoso do que as vozes

Que hoje estrangulais!”


Os Mártires de Chicago

Símbolo contra o Sistema imundo

A sua luta se espalhou

Por todo o mundo


Seis anos mais tarde

A condenação foi anulada

Quem ainda estava preso

Teve a liberdade decretada


Mais à frente o Primeiro de Maio

Foi adotado como feriado ilegal

Conflitos e repressão

A violência era oficial


Foram décadas de lutas

Onde os trabalhadores não recuaram

Os ideais anarquistas

Sempre os motivaram


E quem sonha sempre alcança

O feriado entrou no calendário civil

Um após outro, cada país

Ao feriado aderiu


Somente os Estados Unidos

Como arrogante opressor

Até hoje se recusa reconhecer

O Dia do Trabalhador


E tanta História

E tanta luta

E hoje o povo

Do feriado desfruta


Só não sabe por que

E nem busca informação

Para ele é só um feriado

Pra sua diversão


E comemora o Estado e o patrão

Por tanta popular distração

Mas esse feriado é dos que lutam

E nunca dispensam a reação!


Viva aos Mártires de Chicago!

Viva aos movimentos Anarquistas!

Viva aos trabalhadores

E as nossas conquistas!


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