sábado, 6 de junho de 2026

MERDA NA MÃO CUSPINDO NO SISTEMA: NENHUMA PLATAFORMA VAI NOS CALAR

 

É fundamental ocupar todos os espaços, chutar a bunda dos idiotas, cuspir na cara dos fascistas e vomitar no status quo.

A Editora Merda na Mão surgiu com o propósito de publicar os impublicáveis: obras indigestas, marginais e fora do radar do grande mercado editorial. Desde o início, o objetivo sempre foi o mesmo: as publicações impressas. Livros, zines, quadrinhos. Todo o resto sempre foi um caminho para chegar a esse resultado final.

Mas, como fazemos tudo com entrega e paixão, acabamos construindo muito mais do que uma editora. No audiovisual, o canal do Youtubodigestivo (https://youtube.com/@editoramerdanamao?si=De_nz2_6xMcbYxb_ ) reuniu entrevistas históricas, saraus de poesia, festivais musicais e registros que dificilmente existiriam em outro lugar. O programa de rádio Aleluia Nunca Mais na Rádio Rota 220 permaneceu no ar por cerca de dois anos e deixou um legado importante dentro dessa linguagem. Vieram também outras ações, como o selo Ruídos Absurdos e a Distro Merda na Mão.

Tudo isso tinha um único propósito: criar meios para publicar os impublicáveis e fazer com que mais pessoas conhecessem esse trabalho de resistência, realizado sem qualquer objetivo de lucro.

Foram 59 obras publicadas sem cobrar um centavo dos autores.

E cada conquista sempre aconteceu contra a corrente. Cada vídeo exige estrutura, trabalho, tempo e dedicação. O algoritmo nunca esteve ao nosso lado. O próprio nome da editora enfrenta barreiras impostas pelas plataformas. A internet dificulta nossa visibilidade a cada passo.

E então acontece de novo: programas difíceis de produzir, com participações de gente incrível e registros históricos valiosos, desaparecem da noite para o dia. Já foram 16 vídeos. Depois 20. Agora mais 10 vídeos excluídos sem qualquer aviso  ou explicação.

Vivemos esse processo infernal diariamente.

Mas seguimos na trincheira.





Foram 10 vídeos cancelados. A nossa voz, não.


Continuaremos publicando os impublicáveis, resistindo e ocupando espaços, por mais dura que seja a luta diária pela sobrevivência. Porque a cultura independente só continua existindo quando alguém se recusa a abaixar a cabeça.

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