O programa Deu Merda seguiu até o número 91. À partir do
45 começou a ir ao ar direto pelo youtube e não mais pelo instagram, como vinha
acontecendo até então. Atualmente a Editora lança, de vez enquanto, um corte do
programa, mas existe a ideia de retomar a iniciativa o quanto antes. Neste
retorno continuaremos a abrir espaço para os que militam na produção
subterrânea.
Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente esta figura tão querida. Não posso dar certeza de como ou onde foi nosso primeiro encontro. Tenho a impressão de ter sido no Armazém da Silvinha, clube underground de jazz e MPB do inesquecível Branco Oliveira, que funcionava sob a fachada de bar e armazém. Mas o que importa é que nos reencontramos diversas vezes, em vários lugares. Zé da Terreira parecia estar em todas as partes ao mesmo tempo. Posso lembrar de encontros em botecos, pontos de ônibus, eventos, manifestações... E podíamos deixar de nos encontrar por muito tempo que, nos esbarrando por aí, a lembrança sempre vinha e começávamos um papo sobre algo interessante. Assuntos que não se conseguem debater por aí, ainda mais naquele tom tranquilo e descontraído de Zé.
Uma vez o encontrei com o violino feito de uma grande lata de azeite. Estava parado na calçada, observando o movimento. Passavam muitos carros, pedestres,ônibus, caminhões, motos e bicicletas. Conversamos por longo tempo e ele fez uma rápida apresentação. E assim se davam nossos encontros. Sempre enriquecedores e inesperados. Mesmo que fosse um olá, em uma rápida passada, valia a pena.
Era um apaixonado pela arte de uma forma geral. O teatro rolava solto em suas veias, a música preenchia seus pulmões... e assim recheava cada parte de seu ser e de sua existência com as diversas formas de expressões que encontrava pelo caminho e aprendia a amar. Era uma delícia ver o múltiplo artista em ação. Ao menos ouvi-lo falar sobre a cultura e o fazer cultural e artístico já era um bálsamo benigno nestes tempos feiosos de alienação e vazio absoluto em que vivemos.
Ontem passei em um dos bares por onde sempre passo, caminhando para casa, quando uma amiga me viu e soltou a notícia:
"Morre Zé da Terreira"
....
Passo a seguir alguns links de locais que noticiaram a morte de Zé da Terreira e de onde retirei as imagens que ilustram esta sincera despedida
A múltipla artista Iasmin Ramos com um material da pesada da lisérgica punk Editora Merda na Mão:
Publicando os impublicáveis
Zine Fala "Aê", porra!!! nr. 2 de Diego El Khouri,
O outsider da galáxia de parnaso
O zine Varejeira no Céu da Boca nr. 2 do camarada Alexandra Chakal. Material lançado pelo Metal Reunion Zine e apoio contracultural da Editora Merda na Mão
Alguns Reboco Caído, zine clássico do alucinado Fabio da Silva Barbosa, Blasfemo 1 e 2 do vagabundo Diego El Khouri e Varejeira no Céu da Boca do maldito Alexandre Chakal
Zine Fala "Aê", porra!!! nr. 1 do Diego El Khouri
Blasfemo nr. 1
Blasfemo nr. 2
Zine Reboco Caído nr. 63
Varejeira no Céu da Boca nr. 2
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No YouTubodigestivo:
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A poesia viva da Iasmin Ramos no blog MOLHO LIVRE:
A Editora Merda na Mão, desde o seu surgimento, se presta, além de pulicar os impublicáveis e divulgar os indivulgáveis, a apoiar os que estão na frente de batalha contra a hipocrisia e a babaquice generalizada que consome estes tempos patéticos em que vivemos. Os parceiros do Thrashera estão nessa caminhada faz tempo e quem pega essa estrada caminha junto para não ser esmagado pelas hordas da estupidez coletiva.
Então clica no link que segue, aumenta o som e bota pra foder!!!