sexta-feira, 15 de novembro de 2024
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
terça-feira, 12 de novembro de 2024
LEMBRAR PARA NÃO ESQUECER
PARA LEMBRAR QUE
TODA TERÇA, A PARTIR DAS 21:30,
REPRISE DO ALELUIA NUNCA MAIS - A TRILHA SONORA DO FIM DO MUNDO
O PROGRAMA DE RÁDIO DA
EDITORA MERDA NA MÃO
https://zeno.fm/radiorota-220/
https://www.radios.com.br/aovivo/rota-220/159115
https://www.cxradio.com.br/radio/radio-rota-220-rio-de-janeiro
https://zeno.fm/radiorota-220/
domingo, 10 de novembro de 2024
Zine BLASFEMO # 3: mais uma insalubre publicação maldita independente da EMNM
Título: Blasfemo, edição nr. 3
Autor: Diego El Khouri
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 12
Gênero: Zine
Ano: 2024
***
Diego El Khouri, o outsider da galáxia de parnaso, e um dos idealizadores da lisérgica punk Editora Merda na Mão , vomita mais uma obra no submundo da cultura underground
- zine BLASFEMO número 3 vem chutando a porta sem dó nem piedade e atropelando a hipocrisia do status quo dessa sociedade-lixo que insiste em jogar tudo debaixo do tapete.
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
HQ Religare : 50ª publicação da Editora Merda na Mão!!!!!!!!!!!
**********
Religare de Ningu3m, a primeira publicação de sua lavra, marca a quinquagésima (50ª) dinamite lançada pela Editora Merda na Mão - um marco importante em se tratando de cultura independente.
Interessados nesse trampo falar com a editora no email editoramerdanamao@yahoo.com ou direto com o autor no @artur.rodrigues.nimgu3m
quarta-feira, 6 de novembro de 2024
A capa do Reboco Caído 69 já está pronta e a diagramação chegando na metade
terça-feira, 5 de novembro de 2024
Gutemberg F. Loki
Também conhecido como Tubarão, esse figura, em breve, estará entre nossos autores com sua trilogia poética.
Por enquanto fiquemos com a sua LEPTOSPNOISE
Sugestão de leitura EMNM
- OKUPE – Coletânea Beneficente as Okupas Pandemia Y Viuva Negra
- CösmopünX – Antologia poética marginal
https://publikacoesmarginais.wordpress.com/2021/09/22/cosmopunx-antologia-poetica-marginal/
- ESCRITOS MALDITOS DE UMA REALIDADE INSANA - Fabio da Silva Barbosa
- Fardo – HQ independente
https://publikacoesmarginais.wordpress.com/2024/09/18/fardo-hq-independente/
- Ruidos de Terror 2 – PunkZine – 2010
https://publikacoesmarginais.wordpress.com/2024/09/22/ruidos-de-terror-2-punkzine-2010/
- Reboco Caído 4 – zine – Por Fabio da Silva Barbosa
- Grafic Zine LETHAL MASSIFICATION #2
https://publikacoesmarginais.wordpress.com/2024/10/05/grafic-zine-lethal-massification-2/
- Estas e outras postagens no blog do mano Borges Kxias
https://publikacoesmarginais.wordpress.com/
Acompanhem e se informem sobre o que está rolando no submundo
das publicações marginais
Parole: A Mulher Dragão, primeira parte!!!
‘’Quando bater na minha porta...
Quando me pedir...
...para ser sua!
É amor? É desejo?
Amor doce
Doce amor correspondido
Soa como um grito.
Meu amor, como em um conto,
Mas é pura realidade. ’’
Patrícia Raphael
Elas atravessaram a via, movimentada, como se fossem duas crianças travessas. Caminhavam de mãos dadas, parecia que não se importavam com os olhares furtivos de reprovação, de alguns transeuntes, que apreciavam a cena matinal. Uma tinha a pele alvíssima, de quem raramente experimentava ver a luz do dia. De cabelos louros bem curtos, seios fartos, olhos vívidos e verdes e uma pequena tatuagem verde, no pulso esquerdo, ladeado de duas estrelas da mesma cor. Estava escrito em fonte manuscrita e em itálico: Agnes. Usava um vestido floral visco, usava uma delicada tiara artesanal amarela na cabeça, calçava sapatilhas Ires florida e seu rosto não possuía maquiagem alguma. Apesar de estar na meia idade, ainda mantinha o frescor primaveril, de quem estava descobrindo a vida naquele exato momento.
A outra mulher ao lado, era a antítese da outra, com a pele amendoada, seios pequenos, cabelos longos, negros e finos, que iam até a cintura, olhos castanhos claros e ligeiramente puxados, o rosto levemente maquiado. Ela possuía também uma tatuagem tribal colorida que começava no ombro esquerdo que ia até o cotovelo e vestia nos pés, um sapato Poeme floral. Usava um par de brincos feitos de penas sintéticas coloridas, que imitavam a pena de pavão. E estampava um sorriso radiante, no seu belo rosto, que denunciava os seus vinte anos de idade. Usava um vestido esvoaçante, vaporoso, transparente e muito colorido.
As duas mulheres, tomaram o caminho do Bar-café Garibaldi, não muito longe de onde as duas moravam. Caminhavam sem muita pressa, como se o tempo estivesse ali, então somente para servi-las. Alcançaram o Bar-café Garibaldi rapidamente, e lá defrontaram a seguinte cena. O recinto estava quase vazio naquele começo de manhã de sol outonal, havia ali poucos frequentadores. Na parede dos fundos do recinto, réplicas dos quadros de Salvador Dali, Picasso e Matisse que pareciam querer brigar entre si. Assim como o cardápio em português brasileiro, espanhol europeu e em inglês britânico, publicado na parede lateral esquerda do recinto, e distribuído nas mesas. As cores: vermelha, verde e branca, em diferentes tons, reinavam de forma absolutas, em toda parte, estavam presentes do teto até o piso. As mesas metálicas, contrastavam com as sofisticadas cadeiras de plástico. Uma caixa registradora antiga, estava em destaque no balcão, uma peça genuína e também decorativa, pois não funcionava há anos. Havia também um pequeno grupo de jovens funcionários, todos e todas, devidamente uniformizados, sonolentos e apáticos, eles e elas estavam sentados, em um silêncio absoluto, atrás do balcão a esperar da clientela. Na cozinha, o barulho alto de risadas parecia não incomodar ninguém, que ali estava. No canto direito, havia uma moderna jukebox, tocava um sucesso ocasional e descartável do momento, em volume bem baixo.
Quando as duas ‘’criaturas’’, adentraram de mãos dadas, porta adentro, os frequentadores habituais, fizeram cara de muxoxo. Já os clientes acidentais, pouco se importaram com a presença das duas ‘’criaturas’’, que chegaram uns minutos antes da duas. Então a morena, de pele amendoada, desfilou de forma sensual, foi até o fundo do Bar-café Garibaldi, colocou uma nota na jukebox, chamando atenção de todos para si, até mesmo do pequeno grupo de jovens funcionários. A morena, delicadamente, dedilhou alguns números na tecla da máquina, não disfarçando a impaciência de quem procurava alguma coisa, mas não encontrava. Então a máquina, passou a reproduzir um sucesso obscuro, uma música romântica antiga e cantada em francês, para alegria da morena que nessa hora, era toda sorrisos. A música, era executada bem alto e tomou conta do lugar por inteiro. A teuta, ficou parada na porta, apreciando os trejeitos da amiga, ela procurava se conte, mas em vão, um pequeno sorriso que brotou na face da loura. A morena, era só sorriso, enquanto retornava à porta de entrada. As duas, se entreolharam e decidiram de comum acordo tácito, ocupar uma mesa perto da porta de entrada. Então sentaram e aguardaram para serem atendidas e servidas.
E lá fora carros, ônibus, motocicletas, carroças, bicicletas e transeuntes desavisados, circulavam na via rápida, estavam alheios ao que ocorria dentro do Bar-café Garibaldi. Na embaúba, que cresceu ao lado esquerdo do Bar-café Garibaldi, onde o Bem-te-vi fêmea fizera o seu ninho, um pouco acima dos fios de alta tensão. O pássaro silvestre, alimentava as suas duas crias, nascidas há poucos dias. Elas estavam famintas, naquele começo de manhã de sol outonal. Também estavam alheios de tudo e de todos, seguiam as suas existências primitivas, sem se importar com nada, para além das suas próprias existências selvagens.
Fragmento do livro: A casa de teto verde. Texto de Samuel da Costa, Escritor, contista, cronista, poeta e novelista em Itajaí, Santa Catarina.
Editora Merda na Mão indica:
Algumas palavras sobre Diego El Khouri
Um dos idealizadores, realizadores e irresponsáveis pela Editora Merda na Mão
on the road futuro
por Edu Planchêz Maçã Silattian
dia de feira na praça seca,
domingo de sol e chuva,
eu indo para o japão que fica em madureira
pendido nas rabiolas das pipas,
nos rabos dos sardinhas de escamas verdes,
nos varais de coloridos panos,
nas cabeças das frutas e dos legumes,
no coreto dos muitos carnavais
não digo era, digo é,
o que é vivo na mente nunca passa,
nunca deixa de flutuar por entre as gerações,
por entre os coqueiros da minha verdade
a poesia é o maior dos amores,
a mulher, a mãe, o pai e o filho,
diego el khouri assinaria esses versos
aquele que assume a civilização
tal qual o faz bob dylan
para o sempre aflora setembros,
janeiros e dezembros
nos olhos dos que miram borboletas estrelas
passo a ponta do lápis de cor vermelha
nas linhas que vou rabiscando
com o corpo beat,
on the road futuro
Em nosso Youtubodigestivo:
Zine PENÇÁ - Eduardo Marinho & Fabio da Silva Barbosa : os impublicáveis / Corte do Deu Merda
Frida Carla resiste aos ataques do atraso, do retrocesso, do conservadorismo...
domingo, 3 de novembro de 2024
FSB participa de mais uma coletânea do Projeto Apparere
Fabio da Silva Barbosa, que junto com Diego El Khouri, criou, fundou e divide a irresponsabilidade com o Outsider da Galáxia de Parnaso... Enfim... Me perdi no que estava dizendo... Digo... Escrevendo... Mas era sobre esse cara ser um dos irresponsáveis pela EMNM (Também conhecida como Editora Merda na Mão) e estar participando de mais uma coletânea do Projeto Apparere.
"Acho interessante participar das coletâneas do Projeto Apparere, por serem ideias que não cobram do autor pelo espaço na coletânea. A concepção é outra, entende?"
"As coletâneas são divididas por temas. Esse talvez tenha sido o mais difícil, por ter de escolher apenas uma referência literária para falar sobre. Tive de estabelecer alguns critérios e acabei, por uma série de motivos, escolhendo o Louzeiro. Depois foi só passar para o papel o que foi e o que é, porque ele é dos que continua sendo. Mas a parte de escolher um foi cruel."
FSB
Designer da capa: Claudia Felix
De uma hora para outra
Fabio da Silva Barbosa
Em São Luís, no Maranhão, dia 19 de setembro de 1932, nascia José de Jesus Louzeiro que morreria 85 anos depois, como José Louzeiro, no Rio de Janeiro. No meio disso, foi um escritor, além de outras coisas. Escreveu obras belas e profundas. Chagas expostas e infeccionadas, cobertas por moscas cabeludas. Roteiros viscerais que registravam uma época bizarra que poderia ser hoje. Do amanhã não sabemos. Transformou em letras personagens como Pixote, Lúcio Flávio, Marlene, Toninho, Enfezado, Colher de Pau, Roxão, Caramelo... e tantos outros que povoam o universo do jornalista autor. Nada menor que um livro de, pelo menos, 500 páginas, se formos bem sucintos, conseguiria resumir toda a história desta ilustre figura que foi muito receptiva quando lhe procurei solicitando uma entrevista para o meu zine, o Reboco Caído. A entrevista ficou boa e pensei em usar alguns trechos aqui, mas não consegui encontrar. O repórter policial que estreou, na literatura, com o conto Depois da Luta, em 1958. Atendendo à pedidos, foi censurado durante a ditadura militar. Traz personagens e situações que lembram as mortes de... E também tem aquele outro... Em sua maioria, contos biográficos, narrados como romance-reportagem, chegando perto de quarenta publicações. Sua telenovela, O Marajá, uma comédia baseada no governo de Fernando Collor de Melo, foi proibida de ir ao ar, "numa época em que não havia mais censura no Brasil". Depois deste episódio, o autor conta que começou a enfrentar dificuldades para realizar novos projetos na televisão. Um fato, no mínimo, curioso. Mais um apontamento que acaba por confirmar, outra vez, que a podridão não vem de hoje. Nos brindou com uma vida combativa e produções primorosas. Deixou sua herança eternizada, com uma riqueza de conteúdo que só ele tinha. Na verdade, têm alguns poucos que também têm, mas cada um do seu jeito. Foi só modo de dizer. Em 29 de dezembro de 2017, seu corpo não circularia mais por redações ou quebradas, mas a mensagem persiste em sua obra.
“Eu sou filho de um operário, pedreiro, que se tornaria pastor presbiteriano. Meu pai tinha um nome originalíssimo: Aproniano. Nunca vi ninguém com um nome igual. Aproniano. Era pescador, igual ao pai dele, meu avô Severo. Severo Louzeiro. Era Loureiro, mas depois eu vou explicar porque virou Louzeiro.”
*José Louzeiro em entrevista ao Estranho Encontro (estranhoencontro.blogspot.com).
Sobre a Coletânea:
"Esta é nossa octogésima primeira Coletânea e estamos felizes com o seu resultado, pois temos 80 textos selecionados pela Banca Julgadora, de 147 textos inscritos. Esta excelente Coletânea foi possível devido a qualidade das Obras recebidas.
O tema desta Coletânea foi sugerido por May Poetisa, Luciano Izidoro de Borba e Paulo Roberto Silva. Como nas coletâneas anteriores a Capa desta obra, desenhada por Claudia Felix foi escolhida pelos Autores que se inscreveram na coletânea, dentre 6 (seis) inscritas para participar da seleção. Continuamos com nossa política de termos em nossas Obras a participação democrática não só de Escritores, mas também de Designers e Leitores."Mais sobre o projeto:
"O Projeto busca
incentivar novos Autores e Autores em geral, a tirar seus Textos/Obras (Poesia,
Trova, Haikai, Conto, Crônica, etc.) da gaveta e publicá-los em uma Coletânea,
dando visibilidade a eles e compartilhando-os com o Mundo. Consiste na Publicação
Gratuita de textos por nós selecionados, em Coletâneas de diferentes gêneros.

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